Esporte: Panorama da Semana no Vôlei, Futebol Americano e Piauiense
Ler matéria →Só para assinantesAssine UOL

Fernando Diniz chegou ao Corinthians e eu pensei: ele chegou em casa. Se tem uma torcida que saberia lidar com o modelo de jogo que ele implementa em seus times essa torcida é a corintiana. Mas eis que, no Timão, Diniz se perdeu do dinizismo. O que estaria acontecendo?
Antes de responder a essa pergunta vamos falar sobre os valores do dinizismo. Trata-se de um sistema de jogo contra-hegemônico. O medo dá lugar à ousadia, a dinâmica do futebol de rua engole esquemas táticos rígidos, o grupo se sobrepõe ao individualismo. Diniz trabalha a potência máxima de todos os seus atletas, tira valores de meia onde só víamos volâncias, recua marcadores para a zaga, libera a criatividade e exige solidariedade. É um Deus nos acuda, mas é um modelo vivo que respeita a inteligência da classe trabalhadora. Leia também: De golaço a choro em adeus: as vezes que Neymar chegou para jogo do Santos
Leia no AINotícia: Esporte: Panorama da Semana no Vôlei, Futebol Americano e Piauiense
Quem não entende o que está em campo reduz o diizismo a saídas de bola com toques curtos. É uma análise simplória e superficial. O dinizismo é o nosso futebol sendo resgatado. É a coragem que supera o medo. É a emoção que se agiganta à razão. É o universo das coisas subjetivas ganhando do das coisas objetivas. Nem sempre funciona, mas quando funciona tem a força de uma supernova.
No Corinthians, Diniz se distanciou do dinizismo. O time joga espaçado, Garro não assumiu que é um 10 jogando com a 8, o time parece desconcentrado e atomizado. Não tem nem mesmo a saída de bola que muitos acham que é a totalidade do esquema. Diniz teria cansado de remar contra a maré? Teria aberto mão de seus valores para dialogar com o medo que rege tudo a nossa volta? Ou o barulho extra-campo que reina em Itaquera não está deixando Diniz trabalhar? Leia também: Eudes: 'Neymar parece se divertir mais jogando pôquer do que futebol' Mais de esporte
A torcida corintiana dançaria seu poropopó para o dinizismo. Saberia sofrer, saberia sonhar, saberia cantar. Quem sabe uma virada heroica sobre o Inter na quinta-feira traga de volta o dinizismo de Fernando Diniz? Contemos com os céus para iluminar esse elenco.
Comunicar erro
Deixe seu comentário
Deixe seu comentário
Leia também no AINotícia
- Esporte: Panorama da Semana no Vôlei, Futebol Americano e PiauienseEsporte · agora
- Marcelo Paz detona 'intimidação de árbitro' e Corinthians vai entrarEsporte · agora
- Arteta entra em cena para tentar convencer Vini Jr. a jogar no Arsenal, dizEsporte · agora
- Como o River criou 'máquina de fazer dinheiro' para peitar Fla e companhiaEsporte · agora


