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Como o River criou 'máquina de fazer dinheiro' para peitar Fla e companhia

Como o River criou 'máquina de fazer dinheiro' para peitar Fla e companhia Resumo Em menos de dez dias, o River Plate anunciou o atacante Ángel Correa

Como o River criou 'máquina de fazer dinheiro' para peitar Fla e companhia

Como o River criou 'máquina de fazer dinheiro' para peitar Fla e companhia Resumo Em menos de dez dias, o River Plate anunciou o atacante Ángel Correa, ex-Atlético de Madri e seleção argentina, por aproximadamente R$ 76 milhões, e fechou com o meio-campista Tobías Andrada, chamado de "novo Enzo Fernández", vindo do Vélez Sarsfield.

O clube que já contava com o elenco mais valioso da Argentina é também, com sobras, o que mais gasta na atual janela de transferências. Tudo isso enquanto disputa com o Flamengo a contratação do estrelado Thiago Almada. O River se coloca em um patamar fortíssimo, com um elenco avaliado em 141 milhões de euros (cerca de R$ 825 milhões), segundo o Transfermarkt.

Leia no AINotícia: Esporte: Panorama da Copa do Brasil e Destaques do Brasileirão

É um status bem acima dos outros grandes argentinos, como o arquirrival Boca Juniors, com 110 milhões (R$ 643 milhões), e do Racing, com 69 milhões (R$ 403,4 milhões), e compete com os principais clubes do Brasil. Nesta janela, já gastou 29 milhões de euros (R$ 169,6 milhões), quantia que pode aumentar expressivamente se contratar Almada. O clube de Núñez se impõe no mercado sul-americano nos últimos anos e deixa uma dúvida: afinal, o que explica essa soberania financeira?

Fontes diversas, renda alta A potência econômica é fruto de um modelo diversificado de renda. Além das receitas tradicionais do futebol, o River conta com outras fontes cruciais para obter mais lucro que os rivais, como um contrato pioneiro de naming rights do Monumental Más- considerado na imprensa local como o mais importante da história do país -, além do aluguel do estádio para megashows. Leia também: River-PI Inicia Pré-Temporada Focando no Campeonato Piauiense Série B

O acordo com a Live Nation, a DF Entertainment e a Dale Play Live foi de US$ 110 milhões (cerca de R$ 558 milhões) mais impostos para a organização exclusiva de shows no Monumental por uma década, além dos direitos do nome do estádio e mais condições para a exploração comercial de eventos. O ecossistema financeiro dos Millonarios é sustentado também por uma enorme massa de sócios, a maior do continente: segundo relatório anual da AFA (Associação de Futebol Argentino), divulgado em janeiro, são 352 mil associados, que asseguram uma forte arrecadação recorrente: aproximadamente R$ 253,6 milhões em 2025, segundo balanço anual do clube, publicado pelo diário "El Cronista". A massiva presença dos torcedores não se nota só no quadro de sócios, como também- e principalmente- no estádio: com sua casa reformada desde 2023, o River teve a maior média de público do mundo no ano passado, com 84.782 torcedores por jogo, à frente até do Borussia Dortmund (81,4 mil), histórico recordista de público na Europa.

Ainda entram na conta as vendas de talentos por altas cifras ao futebol europeu. Das saídas mais caras da história do clube, cinco ocorreram desde 2022: Mastantuono ao Real Madrid (45 milhões de euros), Enzo Fernández ao Benfica (44,2 milhões de euros), Julián Álvarez ao Manchester City (21,4 milhões de euros), Lucas Beltrán à Fiorentina (19,7 milhões de euros) e Claudio Echeverri ao City (18,5 milhões de euros).

Por que gastar tanto em reforços? Se o clube já tem um elenco estrelado, com quatro campeões mundiais de 2022 no sistema defensivo, uma das grandes revelações recentes do Equador, o meia Kendry Páez, e até o recém-chegado Correa, por que o River Plate ainda atua tão agressivamente no mercado da bola? A capa de ontem (2) do diário "

Olé" não responde a pergunta detalhadamente, mas a ilustra bem: " River enfrenta o Rosário Central com a necessidade de encontrar paz". No fim, perdeu por 1 a 0.

Os maus resultados repetidos ano a ano têm forçado a diretoria a se movimentar de forma incisiva por reforços, como afirmou o próprio presidente do clube, Stefano Di Carlo, à ESPN argentina, em 2 de junho. " As contratações nos darão um avanço em termos de hierarquia. Mais de esporte

É o que faremos neste processo. A situação é complexa. Não permitirei que essa situação se perpetue.

Há que intervir com muita agressividade. " Desde os títulos da Copa Libertadores em 2015 e 2018, período áureo para o River, a equipe de Núñez viveu os quase dez anos seguintes em cenário oposto: Leia também: Flamengo rejeita leilão, mas vira refém em novela por Almada e letargia

foram dois títulos argentinos de 12 disputados, uma Copa nacional e duas Supercopas, números considerados baixos para o padrão apresentado pelo clube anos antes. A última conquista foi em 2023. O sabor amargo se estende- e piora- ao cenário continental.

Após o vice-campeonato para o Flamengo em 2019, o River não chegou mais à final da Libertadores. De lá para cá, parou na semifinal duas vezes (2020 e 2024), duas vezes nas quartas (2021 e 2025) e duas vezes nas oitavas (2022 e 2023), quase todas as vezes contra clubes brasileiros, dominantes nos últimos sete anos do torneio. Para piorar, após gastar R$ 323 milhões em contratações no ano passado, encerrou a temporada sem a classificação à Libertadores deste ano, uma dura derrota esportiva e financeira para o clube.

Ainda assim, graças a um incomum cenário de equilíbrio financeiro- foram cerca de R$ 196 milhões de superávit em 2025, segundo balanço do clube -, o River repete a estratégia de pesar a mão em novos reforços. " Queremos gerar um time competitivo, com hierarquia, que se imponha no campo", disse Di Carlo em junho.

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