Biquíni, 80 anos: como traje batizado por causa de bomba nuclear se tornou
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Crédito, AFP via Getty Images
- Author, Redação
- Role, BBC News Mundo e BBC News Brasil
- Published 22 julho 2026
- Tempo de leitura: 4 min
"A Coreia do Norte da América Latina".
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É assim que o líder opositor Juan Sebastián Chamorro definiu a atual situação da Nicarágua.
Nesta quarta-feira (22/7), o Congresso do país centro-americano iniciou um plano de trabalho para acabar com o processo eleitoral do país, três dias após o presidente Daniel Ortega dizer que "não haverá mais eleições".
"Os dias em que partidos apoiados pelos ianques [Estados Unidos] e pelos somozistas voltariam ao poder acabaram. Nunca mais", disse Ortega durante um ato comemorativo do aniversário da Revolução Sandinista, que derrubou o regime de Anastasio Somoza em 1979 e o levou ao poder pela primeira vez. Leia também: Biquíni, 80 anos: como traje batizado por causa de bomba nuclear se tornou
Ortega retornou à presidência em 2007 e, desde então, permanece nessa posição.
O início do processo foi anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional, Gustavo Porras. Segundo ele, o Legislativo votará no início de agosto se excluirá os partidos de oposição da participação nas eleições.
"Somos nós, nicaraguenses, que decidimos quando e como realizaremos nossas eleições", disse Porras a veículos de comunicação alinhados ao governo nesta quarta, explicando que a iniciativa será transformada em lei.
As autoridades eleitorais definirão os "elementos para não deixar sequer uma brecha" nas eleições, a fim de impedir "a terrível manipulação dos impérios e de seus lacaios", disse Porras, em referência aos partidos de oposição.
Nos últimos anos, ocorreram mobilizações massivas no país exigindo reformas democráticas, mas elas foram reprimidas com violência pelo aparato militar do governo. Mais de mundo
De acordo com as leis nicaraguenses, novas eleições presidenciais deveriam ser realizadas até o final deste ano, mas, em 2025, o regime de Ortega liderou uma reforma constitucional que adiou o pleito até 2027.
Nessa reforma, Rosario Murillo, esposa de Ortega, também foi declarada copresidente do país.
No entanto, agora as declarações de Ortega sugerem que essa eleição tampouco chegará a ser realizada. Leia também: Criadora do ChatGPT diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque
As reações dos opositores não demoraram a chegar.

Crédito, Reuters
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A situação política e de participação na Nicarágua se deteriorou especialmente após as mobilizações populares de 2018, nas quais diversos setores do país exigiram a saída de Ortega do poder.

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