Oito graduações, todas com ao menos um campus em São Paulo, tentam atrair alunos com discursos sobre ‘formar os novos CEOs’ do mercado. Média nacional para graduações nesta área, na modalidade presencial, é de R$ 930.
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Em cursos “premium” de administração, faculdades particulares costumam reforçar (com muitos termos em inglês) que os professores são founders de empresas e ajudam a formar global leaders.
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Sem contar com os reajustes que ocorrem anualmente, os futuros administradores desembolsarão mais de até R$ 648 mil ao longo do período.
Leia no AINotícia: Panorama Econômico: Loteria, Imposto de Renda e Longevidade
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Ao menos metade dessas faculdades fica no que algumas delas chamam de “Vale do Silício paulistano”, na região da Avenida Faria Lima e do bairro Vila Olímpia, em São Paulo.
Propagandas de cursos superiores de Administração com mensalidades mais altas do que a média nacional — Foto: Reprodução/Link School of Business/PIB The New College/Saint Paul Escola de Negócios
Em cursos “premium” de administração, faculdades particulares costumam reforçar (com muitos termos em inglês) que os professores são founders de empresas e ajudam a formar global leaders. E que os estudantes seguem o learn by doing com imersão em hubs de inovação para fazerem networking e serem, no futuro, os changemakers da nova geração. Leia também: Navio japonês de 65 metros e 500 toneladas, usado contra pesca ilegal, atraca em Ilhabela e abre visitação
Segundo o levantamento do g1, 8 instituições de ensino no Brasil cobram de R$ 7 mil a R$ 13.500 de mensalidade para cursos de quatro anos de duração. Sem contar com os reajustes que ocorrem anualmente, os futuros administradores desembolsarão mais de até R$ 648 mil ao longo do período.
Ao menos metade dessas faculdades fica no que algumas delas chamam de “Vale do Silício paulistano”, na região da Avenida Faria Lima e do bairro Vila Olímpia, em São Paulo.
Veja a lista abaixo, com os valores atuais:
Link School of Business (SP): R$ 13.500PIB The New College (SP): R$ 10.000Saint Paul Escola de Negócios (SP): R$ 8.900Insper (SP): R$ 8.300FGV-EAESP (SP): R$ 7.850Inteli (SP): R$ 7.780Ibmec (campus de SP): R$ 7.700ESPM (SP e RJ): R$ 7.262 Mais de noticia
Segundo o levantamento do Instituto Semesp (2024), a média nacional cobrada para cursos presenciais desta área no país é de R$ 930.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Como as instituições acima tentam convencer os alunos a pagar valores tão mais altos, comparáveis aos de Medicina? Veja abaixo. Leia também: Da rotina à política, influenciadores indígenas ocupam a aldeia digital
1- Foco em liderança e formação de protagonistas
Todas as instituições enfatizam que estimulam o desenvolvimento de líderes, CEOs e empreendedores capazes de impactar a sociedade e a economia.
2- Internacionalização
A experiência internacional é um pilar central de propaganda nesses cursos, indo além de intercâmbios comuns e incluindo imersões em “hubs globais de inovação”. Alguns prometem duplas titulações após a formatura, como a FGV e o Insper.
A Link e a PIB realizam imersões em locais como Stanford, Wharton e ecossistemas em Austin (Texas) ou Madrid. Já a Saint Paul mantém conexões com instituições como Harvard Business School Online e ESMT Berlin.
3- Metodologia prática (hands-on)
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