Big techs exploram e vendem nossas vulnerabilidades emocionais, diz
Ler matéria →Imagine participar de um treinamento para uma função que ainda não existe. Pode parecer estranho, mas é exatamente isso que muitas empresas começaram a fazer.
À medida que a inteligência artificial transforma processos, cria novas atividades e altera profissões conhecidas, organizações se veem diante de um desafio inédito: desenvolver competências para um futuro que ainda não consegue ser descrito com clareza.
Leia no AINotícia: Economia: O que movimentou o setor nesta semana
Mais do que preencher vagas, o desafio passou a ser preparar pessoas para trabalhos que ainda estão sendo desenhados.
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O resultado é uma mudança silenciosa na forma como as empresas contratam, treinam e planejam suas equipes.
O problema é saber quais profissionais procurar
Uma pesquisa global do LinkedIn ajuda a dimensionar a velocidade dessa transformação. Leia também: VEJA GOLS: RD Congo vira sobre o Uzbequistão e consegue classificação épica
Conforme o levantamento, 82% dos executivos afirmam que suas empresas criaram novas funções relacionadas à inteligência artificial desde 2022.
Ao mesmo tempo, metade dos líderes admite não saber exatamente quais competências serão necessárias para seus negócios nos próximos anos.
O paradoxo ajuda a explicar uma mudança silenciosa dentro das organizações.
Se no passado o desafio era encontrar profissionais com habilidades conhecidas, agora muitas empresas precisam desenvolver competências para demandas que ainda estão surgindo.
A lógica tradicional de recrutamento começa a dar lugar a uma lógica de construção contínua de capacidades. Mais de economia
Brasil treina mais do que a média global
Os dados mais recentes da consultoria Aon mostram que as empresas brasileiras estão reagindo a essa mudança de forma acelerada.
Segundo o estudo Human Capital Trends 2026, 54% das organizações brasileiras capacitaram até um quinto dos funcionários em inteligência artificial nos últimos 12 meses. O percentual supera a média da América Latina (51%) e a média global (47%).
Além disso, apenas 9% das empresas brasileiras afirmam não ter realizado qualquer treinamento relacionado ao tema, contra 16% tanto na América Latina quanto no mundo. Leia também: Defesa de Bolsonaro diz que arma estava regular e pede manutenção da domiciliar
O levantamento também mostra que 96% das organizações brasileiras acreditam que a IA criará novas oportunidades de trabalho e exigirá novas competências profissionais. Globalmente, esse percentual é de 88%.
“O que os dados mostram é que as organizações brasileiras vêm se destacando pelo nível de engajamento na preparação da força de trabalho para a inteligência artificial”, afirma Fabio Martinez, head of Health & Talent da Aon Brasil.
Segundo, o movimento reflete uma mudança importante na forma como as empresas encaram a tecnologia— a IA deixou de ser um tema experimental e passou a afetar diretamente a rotina dos profissionais.
Treinamento antes da implementação
Curiosamente, o avanço da capacitação ainda não se traduziu em adoção massiva da tecnologia.
A pesquisa mostra que apenas 35% das organizações brasileiras já implementaram inteligência artificial em suas operações, abaixo da média global de 44%. Outras 31% estão em fase de pré-implementação e 22% conduzem projetos-piloto.
Habilidade mais importante pode não ser técnica
O futuro está sendo treinado agora
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