Como lidar com problemas na visão depois dos 40 anos sem depender de óculos
Ler matéria →Mulher usa touca de cetim e vai parar no hospital por conta de bactéria Usada para proteger os fios de danos físicos, a touca pode contribuir para a proliferação de fungos e bactérias sem o devido cuidado Um vídeo que viralizou no TikTok deixou de cabelos em pé quem dorme com touca de cetim para, justamente, melhorar a aparência e a saúde capilar. Nas imagens, uma mulher conta que acabou contraindo uma infecção bacteriana na região da testa, após utilizar a sua touca– e precisou parar no hospital para tratar o problema.
Mas afinal, qual é a relação entre uma coisa e outra? Na prática, há riscos em usar uma touca de cetim para dormir? Entenda melhor por que a touca é procurada por tanta gente, quando ela pode representar um problema à saúde do seu couro cabeludo, e como evitar encrencas como as vistas no vídeo.
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Para que serve a touca de cetim? A touca de cetim é uma opção para proteger os cabelos dos danos causados pelo contato direto com tecidos mais “ásperos”, como o algodão, que costumam ser utilizados na fabricação de fronhas de travesseiro e outras roupas de cama. A ideia é criar uma barreira física entre o cabelo e esses materiais ao longo da noite, prevenindo danos de longo prazo associados à quebra e à desidratação dos fios. Leia também: Como lidar com problemas na visão depois dos 40 anos sem depender de óculos
Embora alguns vendedores também prometam que a touca ajudaria o couro cabeludo a “respirar” melhor de alguma forma, não há evidências científicas robustas nesse sentido. Pelo contrário: qualquer cobertura vai naturalmente abafar seus cabelos, o que muda é a intensidade (a seda “respira” melhor do que o cetim, mas nos dois casos o couro cabeludo estará tapado). No entanto, a proteção dos fios propriamente ditos é bem documentada, o que justifica a fama da touca noturna.
Infecção por usar touca de cetim acontece mesmo? Apesar de poder ajudar a manter os fios de cabelo mais bonitos e com um aspecto mais saudável, a touca de cetim pode, sim, facilitar o aparecimento de infecções na região do couro cabeludo e na pele ao redor. Isso ocorre porque alguns micro-organismos residem naturalmente na superfície do nosso corpo e, sem os devidos cuidados, o uso da touca pode favorecer sua proliferação nas áreas que ficam cobertas.
O vídeo que viralizou fala de uma infecção bacteriana, mas o problema mais comum costuma ser causado por fungos: em um ambiente abafado que muitas vezes também é úmido (se a pessoa lavou o cabelo e não secou direito, ou acabou suando muito durante a noite, por exemplo), surgem as condições ideais para eles se reproduzirem, especialmente se você usar a touca por várias horas. Mesmo sendo menos comuns, infecções bacterianas também podem ocorrer. Nesse caso, o problema costuma ser uma foliculite, uma inflamação dos folículos pilosos– as estruturas da pele a partir de onde crescem os pelos e cabelos. Mais de saude
O micróbio mais comum para esse problema costuma ser o Staphylococcus aureus e, em geral, é preciso ter alguma irritação ou ferida prévia na superfície cutânea para favorecer a infecção. Como evitar uma infecção pelo uso da touca Com alguns cuidados básicos, o uso da touca de cetim durante a noite costuma ser seguro e não ocasiona infecções.
Como a umidade é uma das grandes culpadas, o ideal é deixar o cabelo o mais seco possível antes de tapá-lo com a touca para dormir. Também vale evitar que a touca fique muito apertada, permitindo uma passagem de ar que combata o abafamento apreciado pelos micróbios. Ainda que a touca de cetim seja muito procurada pelo custo mais baixo e efeitos similares aos da seda, pode ser interessante investir no material mais caro: o cetim, um material sintético, costuma reter mais calor e favorecer o abafamento quando comparado à seda, um tecido mais respirável. Leia também: Higiene bucal infantil ganha destaque após novo desdobramento em higiene bucal
Medidas de higiene também reduzem os riscos. Nunca uma touca com outra pessoa. E lave-a com relativa frequência para eliminar resquícios de fungos e bactérias que podem estar à espreita: lave pelo menos uma vez por semana, ou com ainda mais frequência se você a utiliza sobre o cabelo úmido em intervalos menores do que isso.
No caso das infecções bacterianas, que se favorecem de problemas cutâneos já existentes, a dica para preveni-las é evitar o uso da touca se você perceber que há algo errado no couro cabeludo ou na pele ao redor. Coceira persistente, vermelhidão ou descamação são sinais de alerta. Nesse caso, é uma boa ideia ouvir um dermatologista sobre o tratamento mais adequado.
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