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Ler matéria →Mulher Joga Rato Morto em Sessão da Câmara de Mongaguá Contra Empréstimo de R$ 130 Milhões
Uma sessão ordinária na Câmara Municipal de Mongaguá, litoral de São Paulo, foi abruptamente interrompida na última segunda-feira (8) por um protesto inusitado. Márcia das Dores Silva, conhecida como Doutora Márcia e ex-candidata a prefeita, arremessou um rato morto no plenário em repúdio à aprovação de um projeto de lei que autoriza o município a contrair um empréstimo de R$ 130 milhões.
A ação, filmada e divulgada nas redes sociais pela própria manifestante, ocorreu logo após a aprovação do Projeto de Lei nº 55/2026, que permite à prefeitura buscar financiamento para investimentos e obras. Doutora Márcia alegou que o gesto simbólico representa a má gestão dos recursos públicos e a preocupação com o futuro financeiro da cidade.
Protesto Simbólico e Motivações da Manifestante
Segundo Márcia das Dores Silva, o animal foi encontrado já sem vida, e a escolha de arremessá-lo durante a votação do empréstimo visava chocar e chamar a atenção para o que ela considera um uso irresponsável do dinheiro público. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela classificou o ato como uma representação de uma "ratazana em cima do dinheiro público".
A ex-candidata argumentou que Mongaguá é uma cidade com orçamento modesto e que a contração de um empréstimo de R$ 130 milhões, cujos detalhes das obras não estariam claramente especificados no projeto, seria um risco desnecessário. Ela também levantou preocupações sobre a qualidade dos serviços públicos essenciais, mencionando a falta de recursos básicos como medicamentos e atendimento de saúde.
O Projeto de Empréstimo e a Posição da Prefeitura
O Projeto de Lei nº 55/2026, aprovado por oito votos a três, autoriza o Executivo municipal a firmar o financiamento para investimentos e obras. A autoria do projeto é da própria prefeitura, que ainda deve sancioná-lo. Em nota, o município informou que o empréstimo deverá beneficiar principalmente o programa "Reconstruindo Mongaguá", com foco em pavimentação, recapeamento e recuperação de mais de 200 ruas. Leia também: Operação Maré Vermelha: 14 presos do Rio de Janeiro
A administração municipal detalhou que cerca de 70% dos recursos serão destinados à infraestrutura urbana. O restante poderá ser aplicado em estudos técnicos, projetos e consultorias, além de áreas consideradas estratégicas como Saúde, Educação, Esportes, Turismo, Assistência Social, Cultura, Meio Ambiente, Inovação Tecnológica e Gestão Pública. No entanto, a falta de detalhamento específico sobre quais obras seriam contempladas foi um dos pontos questionados.
Repercussão e o Contexto Político
A sessão foi interrompida por aproximadamente cinco minutos após o protesto de Doutora Márcia. O presidente da Câmara, Luiz Berbiz, conhecido como Tubarão, solicitou a retirada da manifestante do local. Até o momento, a Câmara de Mongaguá não emitiu um posicionamento oficial sobre o incidente.
A ação de Márcia das Dores Silva reflete um cenário de descontentamento com a gestão municipal e levanta debates sobre a transparência na aplicação de recursos públicos e a necessidade de empréstimos de grande vulto para o desenvolvimento de cidades de menor porte. O caso também chama atenção para a forma como a população pode expressar seu descontentamento em relação a decisões políticas.
O que se sabe até agora
- Uma ex-candidata a prefeita, Márcia das Dores Silva, arremessou um rato morto em sessão da Câmara de Mongaguá.
- O protesto ocorreu contra a aprovação de um projeto que autoriza um empréstimo de R$ 130 milhões para obras.
- A manifestante alega má gestão de recursos públicos e questiona a falta de detalhamento sobre as obras a serem financiadas.
- O Projeto de Lei nº 55/2026 foi aprovado por oito votos a três na Câmara.
- A prefeitura afirma que o empréstimo beneficiará o programa "Reconstruindo Mongaguá", com foco em infraestrutura urbana e outras áreas estratégicas.
Perguntas frequentes
Por que Márcia das Dores Silva jogou um rato morto na Câmara?
Segundo a própria manifestante, o ato foi um protesto simbólico contra a aprovação de um projeto que autoriza o município a contrair um empréstimo de R$ 130 milhões, que ela considera uma má gestão dos recursos públicos e um risco para a cidade. Mais de noticia
Qual o valor do empréstimo em questão?
O empréstimo autorizado pelo projeto de lei aprovado pela Câmara de Mongaguá é de até R$ 130 milhões.
Quais obras serão realizadas com o dinheiro do empréstimo?
A prefeitura informou que o programa "Reconstruindo Mongaguá" será o principal beneficiado, com foco em pavimentação, recapeamento e recuperação de vias públicas. Os recursos também poderão ser aplicados em outras áreas estratégicas, mas o detalhamento específico das obras foi um ponto de questionamento. Leia também: Jovem é encontrada morta com cápsulas de munição em Floriano, Piauí
A controvérsia em torno do empréstimo milionário em Mongaguá evidencia a tensão entre a necessidade de investimentos em infraestrutura e a demanda por transparência e fiscalização rigorosa por parte dos cidadãos. A ação da ex-candidata, embora inusitada, coloca em pauta a forma como a sociedade civil pode exercer pressão sobre as decisões tomadas pelo poder público.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação médica. Consulte um profissional de saúde.
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