Por que sistema elétrico brasileiro enfrenta risco por excesso de geração
Ler matéria →Morte, suspensão de aulas e casas afetadas: os impactos do ciclone-bomba no Sul e Sudeste do país

Crédito, Fabio Vieira/FotoRua/NurPhoto via Getty Images
Published Há 2 horas
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O ciclone-bomba que avança sobre o Sul e o Sudeste do Brasil desde a tarde de quinta-feira (6/8), com ventos que já superaram os 120 km/h em alguns pontos, já tem deixado rastro de caos e preocupação no Sul e Sudeste do país.
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O fenômeno matou um homem no Rio Grande do Sul, gerou um tornado associado a uma supercélula, derrubou árvores e telhados, deixou quase 300 mil imóveis sem energia no Estado.
Nesta sexta-feira (7/8), o fenômeno levou as prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro a suspender aulas e recomendar que a população evite sair de casa.
Um ciclone-bomba se forma quando uma massa de ar frio se encontra com outra muito mais quente, provocando uma queda brusca da pressão atmosférica em curto espaço de tempo. Leia também: 'Milei e Trump compartilham antipatia por Lula e ficariam satisfeitos
A instabilidade favorece "a ocorrência de um processo chamado ciclogênese explosiva, também conhecido como bombogênese ou, popularmente, ciclone-bomba", de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Um sistema de baixa pressão funciona como um "motor" para o mau tempo: o ar quente e úmido sobe, favorecendo a formação de nuvens carregadas e aumentando a ocorrência de chuva intensa, rajadas de vento e tempestades.
Quando essa área de baixa pressão se aprofunda de forma muito rápida— com uma queda acentuada da pressão atmosférica em menos de 24 horas— ocorre o ciclone-bomba, que intensifica os ventos e aumenta o potencial para chuva forte e mar agitado.
Rio Grande do Sul: uma morte e rastro de destruição
O Rio Grande do Sul foi o primeiro Estado a sentir o impacto do fenômeno. Segundo a Defesa Civil gaúcha, ao menos cem municípios registraram estragos causados pelos ventos, e por volta das 10h desta sexta cerca de 294 mil endereços estavam sem energia elétrica, de acordo com painel da Aneel.
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Outras cinco pessoas ficaram feridas: três em Dom Feliciano, após o destelhamento de um pavilhão, uma em Novo Hamburgo e uma em Osório.
Na capital, Porto Alegre, o temporal atingiu a cidade durante a noite de quinta, destelhando ao menos 32 imóveis, provocando dois desabamentos e a queda de sete árvores. A maior rajada de vento da capital foi registrada no aeroporto Salgado Filho, com 120,4 km/h. Leia também: Por que sistema elétrico brasileiro enfrenta risco por excesso de geração
A falta de energia também atingiu a Estação de Tratamento de Água São João e 12 estações de bombeamento, o que pode causar desabastecimento de água em 45 bairros da cidade.
Em Pelotas, os ventos chegaram a 90 km/h, destelhando cerca de 200 imóveis e derrubando parte do muro do presídio regional.
A cidade registrou 30 mm de chuva em poucos minutos, com os bairros Fragata, Guabiroba, Bom Jesus e Dunas entre os mais afetados. Em Novo Hamburgo, 120 casas ficaram sem telhado.
No fim da tarde de quinta, um tornado atingiu o município de Pedro Osório, no Sul do estado, gerado por uma supercélula— tempestade caracterizada por uma corrente de ar rotativa que intensifica a força dos ventos.
Ao todo, oito cidades gaúchas relataram danos provocados pelo temporal na quinta-feira.
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Rio de Janeiro: cidade em Estágio 3 de alerta
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