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Morte de Moïse Kabagambe: último réu é condenado a 18 anos

Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, recebeu pena em regime fechado. Com ele, todos os envolvidos no brutal assassinato de 2022 foram sentenciados.

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Morte de Moïse Kabagambe: último réu é condenado a 18 anos

A Justiça do Rio de Janeiro proferiu, nesta quinta-feira (15), a sentença contra Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, o último acusado pela brutal morte do congolês Moïse Kabagambe. Condenado a mais de 18 anos de prisão em regime fechado, Brendon completa o ciclo de condenações dos envolvidos no crime que chocou o país em 2022.

Moïse Kabagambe, um jovem refugiado congolês de 24 anos, foi espancado até a morte em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. As investigações revelaram que o motivo da agressão foi uma cobrança por pagamentos atrasados de diárias de trabalho. Leia também: Promotor acessa Sisreg para fiscalizar a Saúde em Uberaba

A brutalidade do crime

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O assassinato ocorreu em fevereiro de 2022 e ganhou repercussão nacional pela frieza e violência dos agressores. Moïse foi atacado por três homens com chutes, socos e até um taco de beisebol por cerca de 13 minutos, conforme mostram as imagens de segurança e os depoimentos. A cena de crueldade mobilizou a sociedade e acendeu um debate sobre a violência urbana e a xenofobia no Brasil.

O papel de Brendon Alexander Luz da Silva

Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota, teve um papel central na agressão. Ele foi flagrado pelas câmeras de segurança imobilizando a vítima no chão enquanto os outros agressores desferiam golpes. Em um dos momentos mais chocantes, Brendon chegou a posar para uma foto com Moïse já amarrado e incapacitado. Durante seu interrogatório, ele alegou não ter tido a intenção de matar, uma tese que não foi acolhida pela Justiça.

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Brendon alegou, durante o interrogatório, não ter tido a intenção de matar.

Outras condenações

Antes de Brendon, outros dois homens já haviam sido julgados e condenados pela morte de Moïse Kabagambe. Fábio Pirineus da Silva recebeu pena de 19 anos de reclusão, enquanto Alisson Cristiano de Oliveira Fonseca foi condenado a 23 anos. Ambos também cumprem suas sentenças em regime fechado. Leia também: Flamengo goleia Independiente Medellín ( 4 Mais de esporte

A condenação de Brendon Alexander Luz da Silva representa um desfecho legal para o caso, garantindo que todos os identificados como agressores sejam responsabilizados judicialmente. O caso Moïse Kabagambe se tornou um símbolo da luta por justiça e dignidade, expondo a vulnerabilidade de refugiados e a necessidade de combate à intolerância e à violência gratuita no país.

A conclusão do processo judicial, com a condenação de todos os envolvidos, reforça o compromisso da Justiça em crimes de grande impacto social, buscando não apenas punir os culpados, mas também enviar uma mensagem clara sobre a intolerância à violência.

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