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Morre por eutanásia Catalina Giraldo, de 30 anos, que travou batalha judicial

Crédito, Cortesia de Catalina Giraldo e DescLAB Legenda da foto, Catalina Giraldo sofria de um quadro psiquiátrico complexo há mais de uma década Article Information

Morre por eutanásia Catalina Giraldo, de 30 anos, que travou batalha judicial
Catalina olha para a câmera com a cabeça levemente inclinada para a direita e expressão séria

Crédito, Cortesia de Catalina Giraldo e DescLAB

Legenda da foto, Catalina Giraldo sofria de um quadro psiquiátrico complexo há mais de uma década
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    • Author, Santiago Vanegas*
    • Role, BBC News Mundo
  • Published Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 9 min

Ela havia sido diagnosticada com Transtorno Depressivo Maior grave e persistente, transtorno de personalidade borderline e transtorno de ansiedade.

Leia no AINotícia: Mundo: Resumo de Notícias Internacionais da Semana

Giraldo tentou de tudo: cerca de 40 combinações diferentes de medicamentos, anos de psicoterapia, terapia eletroconvulsiva e infusões de cetamina.

Ela se sentia exausta e sem forças para continuar.

"Sinto que é um inferno. Estou tão cansada de ter que lidar com isso o tempo todo [.] Para mim, já chega", disse Giraldo em uma reportagem do telejornal colombiano Noticias Caracol, exibida em março, que tornou o seu caso público. Leia também: Augusto Cury na Globo: o que disse o candidato à Presidência na entrevista

Por causa de sua condição de saúde, ela fez um pedido inédito ao sistema de saúde colombiano: autorização para recorrer ao suicídio assistido por médicos, que é um mecanismo legal que permite ao paciente acessar um medicamento e acompanhamento médico para morrer de acordo com suas decisões e desejos.

Depois de uma longa batalha judicial, Giraldo morreu em 9 de julho, após aceitar se submeter à eutanásia.

Segundo o Noticias Caracol, ela morreu ao lado de familiares em uma clínica da capital colombiana, Bogotá.

Catalina apoia os braços tatuados na borda de uma piscina e repousa a cabeça sobre eles. Ela usa óculos de sol na cabeça

Crédito, Cortesia de Catalina Giraldo e DescLAB

Legenda da foto, Giraldo solicitou acesso à morte digna no fim do ano passado

Uma batalha judicial inédita

Diferentemente da eutanásia, em que o médico administra o medicamento que causa a morte, no suicídio assistido é o próprio paciente quem o realiza.

A Colômbia é um dos países que mais avançaram no reconhecimento do direito à morte digna e na definição de regras para que esse direito possa ser exercido. Leia também: O que faz Cuba depender do exterior para alimentar sua população

Em 2024, 352 colombianos recorreram à eutanásia. O número cresce ano após ano.

Tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido por médicos são descriminalizados na Colômbia nos casos em que a pessoa sofre de uma doença grave e incurável que provoca sofrimento físico ou psicológico incompatível com sua concepção de uma vida digna.

Mesmo assim, Giraldo teve negado o direito de pôr fim à própria vida de forma digna, com assistência médica.

Antes de morrer, também pediu à Corte Constitucional que julgasse o mérito de seu caso e "eliminasse as barreiras que ainda existem no sistema de saúde", segundo comunicado divulgado por Correa Montoya, seu advogado.

As mãos de uma mulher seguram as de outra, sentada à sua frente

Crédito, Getty Images

Catalina sorri, leva a mão esquerda à cabeça e olha para baixo
Legenda da foto, Inicialmente, a EPS de Catalina Giraldo negou o pedido de eutanásia
Funcionários e pacientes circulam por uma unidade da EPS Sanitas
Legenda da foto, A EPS de Catalina Giraldo dizia que não existe uma regulamentação que permita realizar a assistência médica ao suicídio

A tensão jurídica

Catalina apoia a cabeça sobre um cachorro adormecido na cama e olha para a câmera
Legenda da foto, Catalina Giraldo era psicóloga, mas sua condição de saúde a impediu de trabalhar na profissão nos últimos anos
Giraldo e seu advogado esperavam que a Corte Constitucional aceitasse analisar o caso e decidisse sobre o mérito, determinando a regulamentação do suicídio assistido
Legenda da foto, Giraldo e seu advogado esperavam que a Corte Constitucional aceitasse analisar o caso e decidisse sobre o mérito, determinando a regulamentação do suicídio assistido

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