Esporte: Panorama Semanal do Futebol, Surfe e Lutas com Destaques e Desafios
Ler matéria →Franco Baresi leva consigo a classe e a liderança de um gigante do futebol Resumo Nesta sexta-feira (31), quando acordei, havia uma mensagem do meu filho Ugo Leonardo dizendo que Franco Baresi tinha morrido. Além de surpreso com esta notícia, me bateu uma grande tristeza porque nos enfrentamos por seis anos nos tempos do futebol italiano. Esses jogadores ficam como marca da nossa própria história.
Franco Baresi era um zagueiro espetacular com muita velocidade, ótima técnica, mas o seu forte mesmo era o senso de posicionamento. Franco sabia todos os atalhos do campo, porque era o cara que fazia as coberturas do Tassoti pela direita e do Maldini pela esquerda e, obviamente, do zagueiro que jogava ao seu lado. Quando cheguei à Itália, era Filippo Galli e depois Costacurta.
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Ele era muito versátil naquela posição. Na verdade, jogava como quarto zagueiro no Milan porque, por tradição, "la squadra rossonera de Milano" jogava com marcação por zona; portanto, não havia um líbero. Mas na "Squadra Azzurra", da qual era o capitão, jogava como líbero porque os treinadores adotavam o estilo tradicional italiano, que era a marcação homem a homem. Leia também: Esporte: Panorama Semanal do Futebol, Surfe e Lutas com Destaques e Desafios
Tinha muita visão de jogo e categoria para fazer viradas de um lado para o outro, com extrema precisão no passe. Como pessoa sempre foi muito discreto, na dele. Quase nada se falava de sua vida pessoal;
ele também era um cara que falava pouco. Fui marcado diversas vezes por aquela defesa milanista incrível e nunca tivemos problemas, embora Baresi jogasse duro, chegasse junto e, às vezes, sobrassem algumas cotoveladas para o atacante. Ele tinha essa fama nos anos 1980 e 1990 de usar os cotovelos, mas comigo nunca aconteceu nada quando nos enfrentamos.
Jogador sério e difícil de se enfrentar, mas às vezes eu me dava bem e marcava gols contra o Milan, o que, para um atacante, entra, obviamente, no currículo. Não sabia que havia um problema, nem que tinha sido submetido a uma cirurgia para tirar um nódulo em um dos pulmões. Minha tristeza é por ser um companheiro de profissão, por marcar uma época linda do "calcio", por ter sido um grande adversário e também por me trazer muitas lembranças daquela era de ouro do futebol italiano. Mais de esporte
Meus sentimentos à sua família, para toda a torcida milanista e, claro, para todos que o conheciam. Sei bem como o povo italiano está se sentindo neste momento, porque eles valorizam muito seus ídolos e todos os jogadores que passaram pelo futebol italiano. Já jogava lá quando a grande referência da posição de líbero e tricampeão do mundo em 1982, Gaetano Scirea, morreu.
Presenciei a comoção nacional que foi. Claro que as condições foram outras, mas, assim como Franco Baresi, Gaetano Scirea era unanimidade mundial naquela posição e como pessoa também. Personalidade, posição em campo, seriedade e respeito pelo adversário eram algumas das coincidências que ambos os jogadores tinham. Leia também: Esporte: Resumo da Semana do Futebol e Basquete Feminino
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