Receita Federal Lança e-DBV para Agilizar Declaração de Bens de Viajantes Aéreos
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- Author, Luis Barrucho
- Role, BBC World Service
- Published 19 fevereiro 2026Atualizado Há 3 horas
- Tempo de leitura: 9 min
O Hamas concordou com o "desarmamento total" em um acordo com o Conselho da Paz, um órgão internacional criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Descrevendo o acordo como "histórico", o conselho afirma que haverá um plano gradual que levará à retirada completa das forças israelenses. Israel, que controla cerca de dois terços da Faixa de Gaza, ainda não se pronunciou.
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Mas o que é o Conselho de Paz?

Crédito, Reuters
O que é o Conselho da Paz?
A criação do órgão foi proposta no fim de setembro de 2025, como parte do plano de paz de 20 pontos apresentado pelo governo Trump para encerrar a guerra de dois anos entre Israel e Hamas e supervisionar a reconstrução de Gaza. Posteriormente, a ideia foi endossada por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Leia também: Por que uma guerra limitada com EUA pode ser melhor para Irã do que a paz
No entanto, a carta constitutiva do órgão não menciona explicitamente Gaza nem os territórios palestinos, o que levantou temores de que pudesse ter um escopo mais amplo e assumir funções tradicionalmente desempenhadas pela Organização das Nações Unidas.
A iniciativa foi lançada formalmente quatro meses depois, em 22 de janeiro, à margem do Fórum Econômico Mundial, em Davos.
Na estrutura atual, Trump atua como presidente do conselho vitalício, o que lhe confere ampla autoridade de decisão. Para aderir à instituição de forma permanente, é preciso pagar uma taxa de US$ 1 bilhão.

Crédito, AFP via Getty Images
Quem integra o Conselho da Paz?
Dos 60 países convidados pela Casa Branca, mais de 20 aceitaram participar do Conselho da Paz, incluindo Israel, Catar, Arábia Saudita, Turquia e Egito. Mais de mundo
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Nenhum dos principais aliados europeus dos Estados Unidos— entre eles o Reino Unido e a França— aderiu à iniciativa, e vários manifestaram preocupação de que ela pudesse ofuscar a Organização das Nações Unidas. A China e a Rússia tampouco aderiram ao grupo— embora Trump tenha feito um convite a Vladimir Putin. Leia também: 'Achei que um suplemento fitness era seguro, mas entrei em surto psicótico'
Trump retirou o convite feito ao Canadá sem dar qualquer explicação. Ottawa havia sinalizado interesse em participar, mas não pagaria a taxa de adesão de US$ 1 bilhão.
O Brasil também foi convidado, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condicionou sua participação à inclusão de representantes palestinos.
"Se o Conselho for para cuidar de Gaza, o Brasil tem todo o interesse de participar. Agora, é muito estranho que você tenha um Conselho e não tenha um palestino na direção. O Brasil tem todo o interesse de participar, mas é preciso que os palestinos estejam na mesa, senão não é uma comissão de paz", disse Lula em entrevista ao UOL em 5 de fevereiro.
Em janeiro, Lula havia criticado a proposta. Durante um evento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador, o presidente brasileiro afirmou que Trump queria "ser dono da ONU".

Na reunião inaugural do Conselho, em fevereiro, Trump afirmou que os Estados-membros contribuíram com US$ 7 bilhões para a reconstrução de Gaza após o desarmamento do Hamas.

Como funciona o Conselho da Paz?
- o Founding Executive Board (Conselho Executivo Fundador, em tradução livre), com foco de alto nível em investimentos e diplomacia;
- o Gaza Executive Board (Conselho Executivo de Gaza, em tradução livre), responsável por supervisionar todo o trabalho em campo do Comitê Nacional para a Administração de Gaza, um grupo de tecnocratas encarregado da governança temporária e da reconstrução do território.
- o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio;
- o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff;
- Jared Kushner, genro de Trump;
- o ex-primeiro ministro do Reino Unido, Tony Blair.
O Conselho da Paz pode 'consertar' Gaza?




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