A queda de um avião monomotor no bairro Silveira, em Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira ( ), resultou na morte de duas pessoas e deixou outras três gravemente feridas. O incidente ocorreu pouco após a decolagem do Aeroporto da Pampulha, quando a aeronave atingiu a caixa de escada de um edifício residencial, sem ferir nenhum ocupante do solo. O piloto havia relatado dificuldades em manter a altitude à torre de controle antes da queda, segundo informações do G1.
O avião, um modelo EMB-721C fabricado em 1979, transportava cinco indivíduos quando caiu, por volta das 12h16, após iniciar voo da capital mineira com destino a São Paulo. Dois dos ocupantes, incluindo o piloto e Fernando Moreira Souto, de 36 anos – filho do prefeito de Jequitinhonha –, perderam a vida, conforme apurou o G1. Os outros três passageiros, todos homens, foram levados em estado crítico ao Hospital João XXIII, segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).
A colisão se deu entre o terceiro e o quarto andar de um prédio na Rua Ilacir Pereira Lima, impactando diretamente o vão da escada. Essa característica impediu que apartamentos fossem atingidos, garantindo a segurança dos moradores, que foram prontamente evacuados. A Defesa Civil realizou uma avaliação preliminar do imóvel, não constatando inicialmente danos estruturais, embora o edifício tenha sido interditado preventivamente. Leia também: Avião Cai em Prédio de BH: Duas Mortes e Três Feridos Graves
A aeronave havia partido de Teófilo Otoni, feito uma escala em Belo Horizonte para desembarque de uma passageira e, então, decolou da Pampulha com destino ao aeroporto Campo de Marte, na capital paulista. O percurso efetuado pelo monomotor entre a decolagem e o ponto de impacto foi de aproximadamente 3,7 quilômetros em linha reta aérea, ou cerca de 7 quilômetros em trajeto terrestre, informou o G1. Moradores da vizinhança relataram ter ouvido um barulho intenso e observado o avião voando a uma altitude incomumente baixa momentos antes da tragédia, com testemunhos como o de Fabiana Parreiras, que registrou a passagem da aeronave.
Conhecido popularmente como “sertanejo”, o modelo EMB-721C possui capacidade para cinco passageiros além do piloto. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou que a aeronave, cujo proprietário foi identificado como Flavio Loureiro Salgueiro, não detinha autorização para operar como táxi aéreo. Isso significa que não poderia ser utilizada para fins comerciais de transporte de pessoas ou cargas mediante pagamento, de acordo com a Anac.
As causas exatas do acidente estão sob apuração. A Força Aérea Brasileira (FAB), através do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), foi acionada para coletar evidências e dados no local. Simultaneamente, a Polícia Civil de Minas Gerais também deu início a um inquérito para esclarecer as circunstâncias que levaram à queda do avião. O relatório do piloto sobre “dificuldades em manter a subida” à torre de controle do Aeroporto da Pampulha é um dos pontos-chave nas investigações. Leia também: Nuvem 'tsunami' assusta banhistas em Bertioga e alcança RJ Mais de noticia
A apuração das causas deste lamentável acidente é fundamental para a segurança aérea e para evitar futuras ocorrências. Enquanto as autoridades, como FAB e Polícia Civil, prosseguem com o detalhado trabalho de investigação, a comunidade aguarda respostas sobre o que levou o monomotor a cair em área urbana, e quais as implicações da falta de autorização para voos comerciais.
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