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Miss morre aos 31 anos após infarto: saiba os fatores que levam jovens a infartar

Miss morre aos 31 anos após infarto: saiba os fatores que levam jovens a infartar Maior exposição a fatores de risco ajuda a explicar aumento de casos de infarto em

Miss morre aos 31 anos após infarto: saiba os fatores que levam jovens a infartar

Miss morre aos 31 anos após infarto: saiba os fatores que levam jovens a infartar Maior exposição a fatores de risco ajuda a explicar aumento de casos de infarto em jovens A morte da miss Maiara Cristina de Lima Fiel, de 31 anos, chamou atenção para um problema que costuma ser subestimado, apesar de estar em crescimento nas últimas décadas: o infarto em pessoas jovens, especialmente quando o problema afeta mulheres.

Eleita Miss Londrina no ano passado, Maiara se preparava para um novo concurso de beleza, marcado para Cascavel no final do mês. No último domingo (19), porém, ela acabou tendo a morte confirmada após não resistir ao quadro cardíaco. Entenda quando isso pode ocorrer e o que pode ser feito.

Por que o infarto pode ocorrer em jovens? Desde o começo dos anos 1990, casos de infarto entre mulheres de 15 a 49 anos aumentaram 62% em números absolutos, e em 7,6% quando se considera a incidência (casos proporcionais por 100 mil habitantes), segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Ao contrário das mentiras difundidas durante a pandemia de covid-19, a maior incidência do problema nada tem a ver com vacinas: o crescimento vem de décadas e é explicado por diferentes fatores, inclusive uma melhora na capacidade de diagnóstico. Leia também: Surfe ganha espaço entre mulheres (e pode ser praticado até longe do mar); entenda

O infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração pelas artérias coronárias é bloqueado. Em jovens, a chance de sofrer com o problema pode ocorrer pela exposição a fatores de risco como uso de anabolizantes, sedentarismo, obesidade, tabagismo (inclusive por cigarros eletrônicos) e problemas condições de fundo não tratadas, como hipertensão, colesterol elevado e diabetes. Em alguns casos, porém, o infarto também pode ocorrer sem relação com o estilo de vida ou fatores modificáveis.

Predisposição genética, problemas estruturais no coração e condições inflamatórias, como aquelas ocasionadas por doenças autoimunes, podem tornar uma pessoa mais propensa a ter obstruções nas artérias, mesmo que tenha uma vida saudável em outros aspectos. + Mulheres também convivem com diagnóstico equivocado

No caso das mulheres, outra questão que contribui para a mortalidade por infartos é a presença de sintomas que não são tipicamente associados a esse problema de saúde. Ao identificar erroneamente os sinais do corpo, a busca por ajuda pode ser adiada, e mesmo médicos podem acabar atrasando o tratamento mais adequado ao acreditar que se trata de outra questão. Por isso, embora os homens sofram mais infartos, a mortalidade é mais elevada em pacientes do sexo feminino.

Sintomas “atípicos” apresentados por elas incluem enjoos, falta de ar, arritmia e desconforto no peito, que não necessariamente produz a clássica dor que irradia para o braço esquerdo, por exemplo. O que fazer em caso de suspeita de infarto Mais de saude

Caso você suspeite que está sofrendo um problema desse tipo (ou esteja testemunhando isso em alguém próximo), o primeiro passo é acionar um serviço de emergência, como o Samu (192) ou os bombeiros (193). Pode ser tentador levar outra pessoa até o hospital, mas, a menos que você esteja próximo do serviço de saúde, nem sempre é a melhor estratégia: sem sirene, há mais chance do seu carro ficar preso no trânsito do que uma ambulância. Tente considerar o horário e a distância antes de tomar essa decisão. Leia também: Perda de músculo e remédios para emagrecer: o que você precisa saber

É óbvio, mas vale reforçar: a pessoa que está sofrendo o possível infarto nunca deve dirigir, pois pode perder a consciência no meio do caminho. Enquanto espera a ajuda, evite os esforços físicos, assim como a ingestão de alimentos ou bebidas. Com capacidade anticoagulante, a aspirina pode ser aliada em retardar o agravamento do problema, mas é importante se certificar de que a pessoa não tem alergia ao medicamento.

Se houver perda de consciência, procure deitar o corpo da outra pessoa em uma posição confortável e afrouxe as roupas. Confira se o local dispõe de um desfibrilador, que pode ser usado quando houver perda de respiração ou pulso. Se esse não for o caso e a pessoa entrar nesse estado, devem ser iniciados procedimentos de massagem cardíaca.

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