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Midjourney quer que estúdios de Hollywood revelem como usam IA

Midjourney tenta provar que empresas de Hollywood usam IAs da forma que querem proibir (Image: Vitor Pádua/Tecnoblog) A evolução das IAs capazes de gerar imagens também

Midjourney quer que estúdios de Hollywood revelem como usam IA
Imagem ilustrativa do Midjourney (Image: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Midjourney tenta provar que empresas de Hollywood usam IAs da forma que querem proibir (Image: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A evolução das IAs capazes de gerar imagens também aumentou a preocupação de donos de direitos autorais quanto ao uso de obras no treinamento da tecnologia. A plataforma Midjourney é um dos alvos de processo nos EUA por esse problema, mas ela quer virar o jogo: a empresa pediu à Justiça que obrigue grandes estúdios de Hollywood a revelar como usam IA em filmes, séries, marketing e outras etapas de produção.

O pedido faz parte da defesa do Midjourney em um processo aberto pela Disney e Universal em junho de 2025. As empresas acusam o gerador de imagens de permitir a criação de versões não autorizadas de personagens sob direitos autorais, de franquias como Frozen e Star Wars. Segundo o TechCrunch, a Warner, dona de franquias como DC Comics e Harry Potter, também entrou na ação meses depois.

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O Midjourney se popularizou entre 2021 e 2022, anos antes dos primeiros modelos comerciais de imagem da OpenAI e do Google. Na época, o fundador David Holz já afirmava que a plataforma era bem-sucedida, tendo atingido US$ 300 milhões de lucro em 2024 (cerca de R$ 1,5 bilhão), dizem os estúdios no processo.

Juiz limitou acesso a documentos

Inicialmente, a plataforma alegava que o uso dos materiais protegidos são de uso justo, segundo a legislação estadunidense, e tentava provar que essa prática já ocorre até mesmo dentro da indústria. Leia também: Ataque de ransomware usa agente de IA para se adaptar a sistemas

Entretanto, durante a fase de produção de provas, quando as partes juntam informações que podem ser usadas no processo, o juiz havia determinado que os estúdios entregassem documentos sobre aplicações de IA voltadas ao consumidor final.

Para o Midjourney, esse recorte é muito específico e permite que os estúdios entreguem apenas os materiais mais convenientes para sustentar a acusação. Segundo a revista Variety, o Midjourney quer acesso a diversos materiais que mostrem como os estúdios usam ou pretendem usar a IA generativa, entre eles:

  • Planos de negócio
  • Relatórios de pesquisa
  • Apresentações feitas a conselhos administrativos
  • Bases de treinamento
  • Pesos de modelos de IA
  • Ideias, artes conceituais, storyboards ou materiais de apoio à produção gerados por IA

A tese da Midjourney é que esse material pode revelar se os estúdios usam IA generativa em processos parecidos com aqueles que criticam na ação. Segundo a empresa, se as produtoras “estão fazendo exatamente o que procuram punir, essa evidência vai ao cerne do uso justo”.

Estúdios tentam barrar mudança

Imagem mostra a entrada do Walt Disney Studios em Burbank, Califórnia.
Disney e Universal processam a Midjourney por uso indevido de personagens (imagem: reprodução/Wikimedia Commons)

Os estúdios tentam barrar a solicitação, classificando-a como uma fishing expedition– o bom e velho “jogar verde para colher maduro” em português. Mais de tecnologia

Para os estúdios, o caso não é sobre impedir o avanço da inteligência artificial ou acabar com a Midjourney. A acusação afirma que a empresa deve parar de copiar filmes, séries e personagens famosos sem autorização, além de deixar de distribuir publicamente imagens derivadas dessas obras.

As gigantes do entretenimento alegam que as ações da plataforma caracterizam-se como pirataria e que ela teria se recusado a implementar bloqueios para a geração de imagens com base em obras sob direitos autorais. Leia também: Prime Day 2026 ganha destaque após novo desdobramento em prime day 2026: galaxy

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Escrito

Felipe Faustino

Felipe Faustino

Redator

Felipe Faustino é bacharel em jornalismo pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp). Escreve sobre tecnologia, eletrônicos e ciências, editoria na qual também atuou pelo Jornal da USP. Além de jornalista, fã de tecnologia e fissurado por questões de meio ambiente, é, sobretudo, apaixonado pela DC Comics e pelo SPFC.

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