EUA aplicam primeiras sanções contra rede acusada de ligação com PCC
Ler matéria →Michelle Bolsonaro: de primeira-dama vista como trunfo à briga com filhos de Bolsonaro

Crédito, Getty Images
- Author, Redação da BBC News Brasil*
- Published Há 7 horas
- Tempo de leitura: 8 min
A saída da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher— a ala feminina do partido— na terça-feira (30/06) marcou um novo capítulo na crise entre a esposa e o filho de Jair Bolsonaro, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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Até recentemente, a ex-primeira-dama, uma líder importante na direita brasileira, era vista como um fator catalizador para agregar votos a candidaturas. Políticos e analistas a colocam como a maior liderança feminina da política brasileira hoje, e sua força, dizem, vem de sua autenticidade como líder conservadora cristã.
Michelle vinha articulando candidaturas conservadoras em diferentes Estados e ganhou destaque em pesquisas de intenção de voto como opção competitiva para enfrentar o presidente Lula em outubro.
Mas nos últimos meses, a ascensão de Michelle Bolsonaro na política teria causado desconforto dentro do próprio PL, provocando turbulências no coração do bolsonarismo. Leia também: EUA aplicam primeiras sanções contra rede acusada de ligação com PCC
Sua crescente proeminência teria sido um dos fatores que fez o ex-presidente Jair Bolsonaro a escolher o filho Flávio como seu candidato ao Palácio do Planalto, em dezembro do ano passado.
Michelle chegou a ser apontada como possível candidata à vice-presidente numa chapa com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Repúblicanos), antes de Flávio Bolsonaro ser lançado por Jair ao Palácio do Planalto.
Mas a crise com Flávio alterou essa trajetória— e deixou o futuro incerto para a ex-primeira-dama.
Crise com Flávio
Na semana passada, a crise de Michelle com Flávio atingiu um novo patamar após a ex-primeira-dama publicar um vídeo no qual disse ter recebido uma "punhalada" do enteado no ano passado, quando a família Bolsonaro viveu uma crise em torno das articulações políticas para as eleições no Ceará.
Ela disse que, na época, o senador a "maltratou" e tratou seu apoio como algo "insignificante". Mais de mundo
Naquela ocasião, Michelle criticou diretamente a intenção do PL de apoiar Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo estadual, decisão que, segundo Flávio Bolsonaro, contaria com a aprovação do pai, dentro de uma estratégia para derrotar o PT no Estado— o governador Elmano de Freitas (PT) disputará a reeleição.

Crédito, Reprodução Instagram/Michelle Bolsonaro
As críticas ae Michelle foram feitas em novembro, durante evento de lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará, político bolsonarista com forte discurso conservador.
No dia seguinte, os irmãos Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro criticaram Michelle, e ela foi chamada de autoritária pelo hoje pré-candidato ao Palácio do Planalto.
Nos vídeos divulgados por Michelle pelo Instagram na semana passada, a ex-primeira-dama disse que sempre atuou com a concordância do marido e chamou as palavras contra ela de "duras" e com "tom agressivo".
"Os irmãos vieram juntos de forma coordenada, com textos bem parecidos uns com os outros. Pareceu combinado, premeditado", continuou.
A ascensão de Michelle



Da Ceilândia ao Palácio do Planalto



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