Pedágios de SP sobem a partir desta quarta (1º); veja quais rodovias tiveram
Ler matéria →A Meta está desenvolvendo planos para um negócio de infraestrutura em nuvem que venderá acesso a poder computacional e modelos de inteligência artificial, abrindo uma nova frente de competição com líderes do setor como Amazon Web Services, Microsoft Azure e Google Cloud.
A Meta, que vem correndo para garantir data centers caros e outras estruturas para sustentar suas próprias ambições em inteligência artificial, está montando um negócio para gerar receita com o excedente de capacidade computacional vendido a clientes externos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Elas pediram anonimato porque os detalhes ainda não são públicos.
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Um dos planos em estudo inclui vender acesso a diferentes modelos de IA hospedados na infraestrutura já existente da Meta, em uma abordagem semelhante à oferta Bedrock, da AWS, disseram essas pessoas. A Meta operaria os data centers e chips que alimentam os modelos, incluindo seus próprios modelos Muse Spark, e cobraria dos desenvolvedores pelo acesso.
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A empresa também avalia vender acesso à capacidade computacional “bruta”, em linha com o que fazem as chamadas neoclouds, como a CoreWeave Inc., segundo essas fontes. O desenvolvimento dessas novas linhas de negócio faz parte do Meta Compute, uma iniciativa interna voltada à construção e gestão da infraestrutura de IA da companhia, de acordo com uma pessoa a par dos planos. O Meta Compute é liderado por Santosh Janardhan, chefe de infraestrutura da Meta; Daniel Gross, um dos líderes da unidade de IA Meta Superintelligence Labs; e pela presidente da Meta, Dina Powell McCormick.
Um porta-voz da Meta se recusou a comentar. Os planos da empresa ainda estão em desenvolvimento, e é possível que a estratégia mude. As ações da Meta saltavam 9,3%, para US$ 615,55, às 10h04 em Nova York nesta quarta-feira, na maior alta intradiária desde abril. A CoreWeave caía até 14%. Já a Nebius, empresa holandesa de data centers para IA listada em Nova York, recuava até 17%. Leia também: Anvisa proíbe querosene e manda recolher produto, que era vendido sem registro
A Meta transformou o desenvolvimento de uma “superinteligência” em prioridade máxima e já comprometeu centenas de bilhões de dólares em data centers e outras infraestruturas de IA, como chips caros que considera necessários para atingir esse objetivo. Esse investimento— que vem deixando investidores apreensivos sobre como a Meta pretende obter retorno desse gasto— inclui grandes acordos de computação com CoreWeave, Google, da Alphabet, e Oracle, entre outras.
Um negócio de nuvem oferece uma forma de recuperar parte desse investimento. AWS, Azure e Google Cloud passaram décadas construindo plataformas que alugam acesso a capacidade computacional, armazenamento e software pela internet— negócios que hoje geram dezenas de bilhões de dólares por trimestre em receita.
A demanda por poder computacional por parte dos grandes desenvolvedores de IA segue insaciável. A Meta e outras empresas de tecnologia comprometeram dezenas de bilhões de dólares em capacidade de data centers para uso próprio nos últimos trimestres, ampliando ainda mais os gastos gigantescos do setor com inteligência artificial. Vender computação é apenas mais uma forma de capturar valor do boom mais amplo da IA.
Com a explosão do apetite por IA, esses provedores também ampliaram a oferta de aluguel de chips especializados e da capacidade computacional necessária para treinar e operar modelos de IA. Trata-se de um negócio complexo, que exige não apenas enormes frotas de data centers, mas também plataformas de software, equipes de vendas corporativas e operações de suporte ao cliente. Mais de economia
A SpaceX, de Elon Musk, que adquiriu sua startup de IA xAI em fevereiro, surgiu recentemente como um nome relevante nesse mercado. No início deste ano, alugou acesso ao seu enorme data center em Memphis para a Anthropic PBC e também fechou um acordo com o Google. Essa estratégia pode ajudar a xAI a gerar mais de US$ 50 bilhões em receita até 2028 e US$ 100 bilhões até 2030, segundo estimativa da Bloomberg Intelligence.
Apesar das complexidades, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já sinalizou a investidores que está aberto a vender infraestrutura computacional excedente, ou até mesmo um serviço de API em que clientes pagariam pelo uso da IA— um negócio normalmente medido em “tokens”, isto é, o volume de dados usado e gerado em uma consulta do cliente.
“Isso está definitivamente na mesa”, disse Zuckerberg durante uma teleconferência com acionistas em maio. “Praticamente toda semana há empresas de fora nos procurando para que criemos um serviço de API ou perguntando se temos capacidade computacional que elas possam comprar de nós por algum prêmio sobre o preço que pagamos.” Leia também: Ibovespa inicia julho em queda, de olho em NY, commodities e pesquisa eleitoral
“Ainda não fizemos isso porque achamos que temos uso para essa capacidade computacional”, disse Zuckerberg na época. “Mas, obviamente, se chegarmos a um ponto em que sintamos que exageramos na construção, essa é uma opção que temos— e isso é parte do que nos dá confiança para seguir investindo nessa expansão.”
Em meio à corrida acelerada pela IA, Zuckerberg tem sugerido repetidamente que acredita que o setor enfrenta uma limitação de capacidade computacional e que a Meta deve acumular o máximo possível agora para decidir seu uso depois.
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