A brasileira que teme ser expulsa do Reino Unido após anos cuidando de idosos
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Crédito, Getty Images
- Author, Guillem Balague
- Role, BBC Sport
- Published 16 junho 2026Atualizado Há 6 minutos
- Tempo de leitura: 9 min
A Argentina pode se tornar o primeiro país a ser campeão da Copa do Mundo duas vezes seguidas desde o Brasil, em 1962— e apenas o terceiro na história do torneio. Se isso realmente acontecer, é praticamente certo que o personagem central da conquista será o seu capitão, Lionel Messi.
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Na estreia da seleção argentina na noite desta terça-feira (16/6), Messi marcou os três gols da vitória contra a Argélia e se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, igualando a marca de 16 gols de Miroslav Klose, ex-jogador da Alemanha.
Com 38 anos de idade, o argentino disputa este ano seu sexto Mundial. É um recorde triplo, igualado pelo português Cristiano Ronaldo e pelo goleiro mexicano Guillermo Ochoa.
Mas o Messi que disputará a Copa do Mundo de 2026 é muito diferente daquele que estreou no Barcelona em 2003. Leia também: Por que é improvável que brasileiro preso pelo governo Trump seja chefe do PCC
A maioria dos jogadores entra em declínio com a idade e os atletas de elite encontram formas de se adaptar a isso. Cristiano Ronaldo, por exemplo, se reinventou como cobrador de pênaltis, quando sua velocidade diminuiu.
Mas Messi não teve que se adaptar ao declínio. Ele consegue dominar e se manter à frente do esporte que sempre o desafia.
Desde sua estreia no Barcelona aos 16 anos, em um amistoso contra o Porto do técnico José Mourinho, jogando pela direita, driblando e se enfiando pelo meio, Messi se reinventou pelo menos cinco vezes, evoluindo para se tornar o jogador que ele é hoje, no Inter Miami e na seleção argentina.
Ronaldinho Gaúcho era o melhor e mais conhecido jogador do mundo quando viu Messi treinar pela primeira vez. Ele disse: "Ele vai ser excelente."
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Dois anos depois, em agosto de 2005, Messi se apresentou ao mundo no Troféu Joan Gamper, contra a Juventus de Turim. O técnico do time italiano, Fabio Capello, ficou tão impressionado com o jovem de 18 anos que, segundo se conta, tentou contratá-lo.
Quando Messi tinha 21 anos, Ronaldinho saía do auge e passava o bastão para os seus sucessores. O então técnico do Barcelona, Frank Rijkaard, deixou claro o que o clube precisava dele. Leia também: A brasileira que teme ser expulsa do Reino Unido após anos cuidando de idosos
"Direto pelo centro", disse Rijkaard. "Quanto mais ele tocar na bola, melhor para o lateral."
Nos primeiros meses do técnico Pep Guardiola, em 2008, o lado direito do campo era o corredor do argentino, seu caminho particular até o gol.
Mas o técnico catalão sabia que Messi sempre acabaria no centro de operações. E a equipe foi construída em torno da sua nova posição, para o maior dos palcos e o maior dos momentos.
O 'falso nove' e a revolução do sistema
O jogo, Real Madrid x Barcelona, pelo campeonato espanhol, La Liga. Foi ali que Guardiola tomou uma importante decisão.
Ele retirou Messi da ponta direita e o colocou na ponta do ataque, mas sem a função de um atacante tradicional.

A transição: o peso da equipe
O ônus de ser capitão — e a liberação


'O último Messi é sempre o melhor'

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