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Relatora do PL da Misoginia deve incluir no texto menção à liberdade religiosa

Gabriela Echenique Brasília Depois de muita negociação com parlamentares da direita, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), relatora do PL da Misoginia, estuda incluir no

Relatora do PL da Misoginia deve incluir no texto menção à liberdade religiosa
Gabriela Echenique
Brasília

Depois de muita negociação com parlamentares da direita, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), relatora do PL da Misoginia, estuda incluir no texto menção ao direito à liberdade religiosa.

A alteração busca conseguir o voto da bancada evangélica na Câmara dos Deputados e, principalmente, das deputadas bolsonaristas, que estão reticentes em votar a favor do texto.

Leia no AINotícia: Política: Panorama da Semana com Extradição de Zambelli, IA no TSE e Copa Leia também: Apreensão de arma de Bolsonaro reduz chance de Moraes prorrogar prisão

Pessoa segura cartaz branco com texto vermelho 'MISOGINIA NÃO PODE SEGUIR IMPUNE' durante protesto à noite. Outras pessoas ao fundo seguram cartazes e livros, ambiente de manifestação.
Movimentos e coletivos feministas protestam em frente ao Masp pedindo celeridade na tramitação do PL da Misoginia - Bruno Santos/Folhapress

A mudança tem como pano de fundo uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo contra o frei Gilson, sacerdote católico e influenciador. Ele é acusado por um ex-seminarista de usar pregações para propagar falas preconceituosas.

O PL da Misoginia inclui o crime contra mulheres entre os de preconceito ou discriminação e passaria a ter pena de dois a cinco anos de prisão.

Ela conseguiu propor as mudanças com o apoio dos governistas, que não veem as alterações como significativas no texto. Mais de politica

Agora, ela trabalha para garantir votos da direita. Uma estratégia é colocar o projeto de forma simbólica no plenário. Assim, os deputados não precisariam colocar a digital no texto. Leia também: As várias mortes da vítima da ponte

A previsão é votar o projeto ainda nesta semana no plenário da Casa. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer colocar o PL como item prioritário da pauta.

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