Mergulhadores tentavam explorar cavernas a 50 metros de profundidade, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália.
Atol nas Maldivas. — Foto: AP
Três mergulhadores finlandeses de caverna se juntaram aos esforços nas Maldivas nesta segunda-feira (18) para tentar encontrar e recuperar os corpos de quatro mergulhadores autônomos italianos que morreram em um acidente em cavernas subaquáticas, informou a rede de mergulhadores DAN Europe.
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Um mergulhador da MNDF que participava das buscas, o sargento-mor Mohamed Mahudhee, morreu no sábado devido à descompressão, o que levou a MNDF a suspender temporariamente o esforço de recuperação dos corpos, que vinha ocorrendo sob condições climáticas e marítimas adversas.
O corpo de um dos mergulhadores italianos foi recuperado na sexta-feira (15), informou a Força de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF). Leia também: Ebola: o que saber sobre surto na República Democrática do Congo
O pior acidente nas Maldivas
A morte de 5 italianos na última quinta-feira (14) foi o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas, segundo as autoridades locais. Até o momento, somente um corpo foi recuperado.
O governo local iniciou na sexta (15) uma grande operação de busca pelos 4 corpos desaparecidos, mas os trabalhos foram interrompidos devido ao mau tempo. O trabalho foi classificado como de "alto risco" pelas equipes locais, por envolver áreas submarinas onde nem sequer os mergulhadores de resgate costumam entrar.
“A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, disse na sexta o porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef.
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Onde aconteceu o acidente
Segundo o governo italiano, acredita-se que os mergulhadores tenham morrido enquanto tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. Por lá, a profundidade máxima recomendada para mergulho recreativo gira em torno de 30 metros.
➡️ O que é um atol? Um atol é uma formação geológica composta por ilhas e recifes de coral que cercam uma lagoa central. Essas estruturas surgem ao redor de antigos vulcões submarinos que afundaram ao longo de milhares de anos, enquanto os corais continuaram crescendo na superfície. Nas Maldivas, os atóis formam a base do território e criam áreas de águas rasas, canais profundos e rica biodiversidade marinha. Mais de mundo
Atol onde os Italianos mergulharam. — Foto: Reprodução/Google Maps
As autoridades locais disseram acreditar que eles estão justamente em uma caverna de difícil acesso. Leia também: Adolescentes são presos suspeitos de 10 ataques a tiros nos EUA
Diversos acidentes durante mergulhos são registrados nas Maldivas todos os anos. Segundo a polícia local, 112 turistas morreram em incidentes marítimos no arquipélago nos últimos seis anos.
Quem são as vítimas
Muriel Oddenino (à esqueda), Giorgia Sommacal (no centro) e Monica Montefalcone (à direita) — Foto: LinkedIn, Instagram e Universidade de Gênova
O grupo de italianos fazia em um mergulho matinal perto de Alimathaa, uma das ilhas das Maldivas, e foi dado como desaparecido após não retornar à superfície até o meio-dia de quinta-feira.
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