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Mensagens nas redes mostram brasileiro à procura de um culpado pela eliminação

Marcos Guedes Luciano Trindade East Rutherford (Nova Jersey) Campeão nos Estados Unidos em 1994, o Brasil não vai voltar a erguer a Copa do Mundo na América do Norte em

Mensagens nas redes mostram brasileiro à procura de um culpado pela eliminação
Marcos Guedes Luciano Trindade
East Rutherford (Nova Jersey)

Campeão nos Estados Unidos em 1994, o Brasil não vai voltar a erguer a Copa do Mundo na América do Norte em 2026. A campanha da equipe verde-amarela no torneio deste ano foi interrompida nas oitavas de final, com uma derrota por 2 a 1 para a Noruega na tarde de domingo (5), em East Rutherford.

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Na arquibancada do MetLife Stadium, nos arredores de Nova York, os noruegueses executaram sua performática remada viking –uma alusão aos agressivos navegadores que partiram entre os séculos 8 e 11 da Escandinávia, onde hoje ficam a Noruega, a Suécia e a Dinamarca. Em campo, Haaland precisou de duas chances para definir o marcador.

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Dois jogadores da seleção da Noruega comemoram gol; um está nas costas do outro, ambos vestem uniforme vermelho com detalhes azuis e brancos. Ao fundo, outros jogadores e torcida vibram no estádio.
Schjelderup pula em Haaland na celebração do segundo gol da Noruega na vitória sobre o Brasil; centroavante foi decisivo em Nova Jersey - Eduardo Anizelli/Folhapress

história poderia ter sido diferente se Bruno Guimarães tivesse convertido pênalti sofrido por Matheus Cunha no início do jogo. Ele parou no goleiro Nyland, e a partida ficou aberta no segundo tempo. Endrick também perdeu chance clara.

Então, apareceu o goleador norueguês, que aproveitou suas duas oportunidades. Neymar descontou aos 55 minutos, de pênalti, quando já não havia mais tempo para reação.

Manteve-se, assim, uma freguesia histórica: a norueguesa é a única seleção até hoje que o Brasil enfrentou e não venceu. São agora cinco jogos, com três derrotas –duas delas em Copa do Mundo– e dois empates. Leia também: Tarifaço de Trump: veja como café, mel e pescado vão tentar escapar das novas

Foi mantido também o jejum contra europeus no mata-mata do Mundial. Dominado pela França em 2006, eliminado pela Holanda em 2010, constrangido pela Alemanha em 2014, batido pela Bélgica em 2018, castigado pela Croácia em 2022 e superado pela Noruega em 2026, o time canarinho chegará a seu maior período sem levantar o troféu do torneio, ao menos 28 anos.

A campanha neste ano foi a pior desde 1990, com queda para a Argentina também nas oitavas. Desta vez, o algoz foi um time com um grande centroavante.

Na tentativa de contê-lo, Carlo Ancelotti abriu mão da pressão no campo de ataque, receita para vários dos gols do Brasil na competição. A ideia era jogar com linhas de marcação mais recuadas e evitar as bolas longas para o camisa 9, muito rápido e forte também nas disputas no corpo a corpo.

Do outro lado, a seleção contava com boa participação de Martinelli, o substituto do lesionado Paquetá. Ele cumpria a função de marcação pelo lado esquerdo e, quando a bola era da equipe de amarelo, tinha liberdade para participar da criação em uma faixa mais central.

Foi partindo da esquerda para a direita que recebeu bom passe de Bruno Guimarães na área e deu toque ainda melhor para Matheus Cunha, derrubado por Ajer. O árbitro americano Ismail Elfath precisou ser chamado ao monitor para ver o pênalti claro, porém a chance foi desperdiçada, aos 14. Guimarães bateu mal, no canto esquerdo, e Nyland fez a defesa. Mais de politica

Passadas as emoções iniciais, com o gol anulado e o pênalti perdido, o jogo ganhou um ritmo lento. Nem estava tão quente quanto nos dias anteriores –os termômetros estavam na casa dos 28° C–, porém o estilo de marcação do Brasil e a paciência da Noruega para rodar a bola davam à disputa um caráter por vezes moroso.

Mesmo assim, houve uma boa chance para cada lado antes do intervalo. Aos 48, em rara tentativa de pressão da seleção, o chutão do goleiro Nyland deu a Haaland a chance de brigar no corpo com os zagueiros. Na sobra, Odegaard ficou de frente para Alisson, que defendeu. Na outra metade do campo, Casemiro cruzou bem, e Martinelli, livre, errou o tempo do cabeceio.

Jogadores de futebol do Brasil e da Noruega disputam bola aérea em estádio lotado. Torcida norueguesa veste vermelho e azul, muitos com camisas e cachecóis, assistindo atentamente.
Gabriel Magalhães disputa bola pelo alto com Ajer; torcida norueguesa observou o lance com expectativa, mas foi Haaland, depois, que resolveu - Eduardo Anizelli/Folhapress

As alterações de Stale Solbakken, que voltou para a etapa final com novos pontas, não mudaram imediatamente a cara da partida. Já Ancelotti apostou aos 13 minutos em Endrick, que logo teve oportunidade clara. Após roubo de bola de Casemiro e passe excelente de Vinicius Junior, o garoto se viu na cara do gol e se atrapalhou. Leia também: Deputada em SP pede que Governo de SP crie regras para vetar celulares

Aos 22, então, o italiano promoveu duas novas trocas, com Danilo Santos e Neymar nas vagas de Rayan e Martinelli. Depois, foi acionado Éderson. Mas o reserva que se destacou foi Schjelderup. Aos 34, ele encarou a marcação pelo lado esquerdo e cruzou. Haaland ganhou com facilidade de Gabriel Magalhães pelo alto.

O Brasil partiu para a pressão e teve algumas oportunidades para empatar. Em uma delas, Nyland teve de se esticar para não ser encoberto e ainda contou com a trave. Do outro lado, aos 45, Haaland voltou a mostrar sua eficiência. Recebeu na entrada da área, com nova assistência de Schjelderup, e bateu com força, de pé esquerdo, por baixo.

Neymar chegou a balançou a rede em pênalti sofrido por Casemiro em jogada aérea, aos 55, mas depois disso só houve tempo para mais um ataque, infrutífero. E os noruegueses puderam remar, felizes, rumo às quartas de final. A seleção brasileira ficou na praia.

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Ficha técnica
BRASIL 1 x 2 NORUEGA (Copa do Mundo - Oitavas de final)

BRASIL Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Éderson Silva); Rayan (Danilo Santos) e Martinelli (Neymar); Matheus Cunha (Endrick) e Vinicius Junior Técnico: Carlo Ancelotti

NORUEGA Nyland; Ryerson (Aursnes), Ajer, Heggem e Moller Wolfe; Berge, Ödegaard e Berg; Sörloth (Bobb), Haaland e Nusa (Schjelderup) Técnico: Stale Solbakken

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