ceará sc x botafogo sp: o detalhe que mais repercutiu
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André Fleury Moraes
São Paulo
A marquise do parque Ibirapuera será reinaugurada neste sábado (24), véspera do aniversário de São Paulo. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) é uma das autoridades esperadas para a solenidade, que deve ocorrer no período da manhã acompanhado por uma exposição de fotos do fundo do mar.
A marquise tem 27 mil metros quadrados e começou a ser reformada em 2024 após anos de discussão sobre os rumos do projeto. O local é tombado, razão pela qual qualquer intervenção sobre sua estrutura passa pelo órgão de defesa do patrimônio.
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O espaço foi definitivamente fechado em agosto de 2020 depois de sucessivas interdições parciais realizadas em 2019.
A Prefeitura de São Paulo chegou num primeiro momento a abrir licitação para reformar a marquise, mas acabou delegando a obra para a Urbia, concessionária responsável pela gestão do Ibirapuera.
Os recursos para a reforma, que ao todo custou R$ 84 milhões, advieram da administração municipal. A obra enfrentou atrasos e aditivos porque o espaço é tombado pelos órgãos de defesa do patrimônio histórico. Leia também: resumo novelas quem ama cuida: o detalhe que mais repercutiu
Um dos fatores que complicaram o andamento da obra foi a retirada de material impermeabilizante da marquise. Em revitalizações anteriores, equipamentos foram sobrepostos uns sobre os outros -e todas as camadas precisaram ser retiradas para a reforma conduzida pela concessionária.
A marquise é uma cobertura de concreto armado sustentada por 120 colunas. A peça de formato geométrico irregular, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), faz a ligação entre equipamentos culturais do parque, como o MAM (Museu de Arte Moderna), a Oca e o Museu Afro Brasil.
Regras para uso do espaço ainda não foram oficializadas
As regras de uso do espaço ainda não estão oficializadas, mas não destoam daquelas projetadas pela gestão Ricardo Nunes (MDB) no final do ano passado.
A reinauguração da área virá com áreas exclusivas para a prática esportiva que historicamente marcou o local. Uma delas será reservada a atletas de skate, patins e BMX e outra, um espaço kids, para crianças com bicicletas até aro 16.
Antes, a prática das modalidades ocorria em todo o espaço da marquise apesar de um decreto de 2003 que proibia a prática esportiva no local, texto revogado pela gestão Nunes nesta quarta-feira (20). No ano passado, o governo municipal chegou a elaborar uma minuta de texto ratificando a vedação aos esportes no espaço, mas recuou. Mais de entretenimento
Parte do espaço será usada também para exposições culturais. A ideia é que artistas apresentem seus projetos à concessionária que, por sua vez, avaliará a viabilidade da apresentação junto às autoridades.
A ideia, segundo a Urbia, é aproveitar ao máximo o espaço da marquise porque a reinauguração da área cria um custo adicional de R$ 3,5 milhões ao ano, segundo a empresa.
Duas áreas permanecem fechadas
A segunda é um espaço projetado para ser um restaurante. Um comércio alimentício chegou a existir, em uma área também projetada por Oscar Niemeyer, mas passou por sucessivas reformas ao longo dos anos que ao final desfiguraram o projeto original do imóvel —que acabou demolido. Leia também: O cinema não deveria ser uma ferramenta política, diz o cineasta László Nemes
A Urbia ainda discute com as autoridades a planta do prédio que pretende erguer. O parque conta com outros cinco restaurantes.
Além do Ibirapuera, a concessionária administra outros cinco parques públicos em São Paulo (Jacintho Alberto, Eucaliptos, Tenente Brigadeiro Faria Lima, Lajeado e Jardim Felicidade).
A maior parte da receita advém de patrocínios, disse o diretor comercial da Urbia, Samuel Lloyd, durante conversa com jornalistas nesta quarta-feira (21).
Mas há também outras fontes de arrecadação, a exemplo do aluguel de espaços destinados ao comércio de alimentos no parque. Barracas pagam um mínimo de R$ 1.000,00 ou 10% sobre o faturamento bruto —vale aquele que for mais alto.
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