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Marjane Satrapi faleceu 'de tristeza': é possível morrer pela perda da pessoa

Marjane Satrapi faleceu 'de tristeza' ganha peso no noticiário por causa dos desdobramentos mais recentes.

Marjane Satrapi faleceu 'de tristeza': é possível morrer pela perda da pessoa
Marjane Satrapi faleceu 'de tristeza': é possível morrer pela perda da pessoa amada?
Mattias Ripa e Marjane Satrapi.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Marjane Satrapi morreu um ano após o marido, Mattias Ripa.
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    • Author, BBC News Mundo
  • Published Há 54 minutos
  • Tempo de leitura: 5 min

É possível morrer de tristeza?

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É o que muitos têm se perguntado após a morte, aos 56 anos, de Marjane Satrapi, autora, diretora, ilustradora e ativista franco-iraniana conhecida principalmente pela série de graphic novels Persépolis.

Publicada em 2000, a obra que conquistou o mundo narra a história da jovem Marjane durante e após a Revolução Iraniana, também conhecida como Revolução Islâmica.

Oito anos depois, a adaptação para o cinema, codirigida pela própria Satrapi, foi indicada ao Oscar de Melhor Filme de Animação. Leia também: A espécie de peixe que vive sem machos há 100 mil anos

Embora não tenham sido divulgadas oficialmente as causas médicas da morte de Satrapi, familiares e pessoas próximas a atribuíram à "tristeza" que ela sofreu após a perda do marido.

"Marjane Satrapi morreu de tristeza pouco mais de um ano após a morte de Mattias Ripa, seu marido e o amor de sua vida", disse a família em comunicado enviado nesta quinta-feira (5/6) à agência AFP.

Recentemente, a autora havia publicado uma série de mensagens emocionadas no Instagram em que escrevia: "Perdi o amor da minha vida."

Ripa morreu em abril de 2025, aos 53 anos. Na ocasião, Satrapi publicou uma nota no jornal Le Figaro anunciando o falecimento.

"Marjane Satrapi anuncia com profunda tristeza o falecimento de Mattias Ripa, o homem e o amor de sua vida, que nos deixou aos 53 anos após 31 anos de uma vida maravilhosa juntos", escreveu.

Um estudo publicado em 2014 na revista JAMA Internal Medicine descobriu que, embora raro, o número de pessoas que sofreram infarto ou AVC no mês posterior à morte de alguém querido era o dobro comparado a um grupo que não estava em luto. Leia também: Policiais enfrentam dark web para salvar crianças vítimas de abuso global

No grupo de enlutados, formado por 30.447 pessoas, 50 sofreram alguma das condições mencionadas, o que representa 0,16%. No grupo sem luto, apenas 0,08%.

Sunil Shah, um dos autores do estudo e professor da Universidade de Londres, disse à BBC: "Costumamos usar a expressão 'coração partido' para nos referir à dor de perder alguém amado. Nosso estudo mostra que o luto pode ter um efeito direto na saúde do coração."

Carrie Fisher e Debbie Reynolds olham sorridentes para a câmera

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Em 2016, um dia após a morte da atriz Carrie Fisher (princesa Leia de Star Wars), sua mãe, a também atriz Debbie Reynolds, estrela do clássico Cantando na Chuva, faleceu aos 84 anos.

Coração atordoado

"É uma condição temporária na qual o músculo cardíaco enfraquece de repente ou fica atordoado. O ventrículo esquerdo, uma das cavidades do coração, muda de forma", explica a British Heart Foundation, fundação britânica de saúde cardiovascular.

O nome científico, cardiomiopatia de Takotsubo, vem da palavra japonesa que designa um tipo de armadilha de fundo arredondado e gargalo estreito usada para capturar polvos.

Ataque do coração

Raio-x de um paciente sofrendo de cardiomiopatia.
Legenda da foto, Raio-x de um paciente sofrendo de cardiomiopatia.

Morrer de amor?

Sobre fundo preto, a silhueta branca de um homem com uma das mãos estendida para cima; ao lado, um coração partido desenhado em vermelho.
Legenda da foto, As chances de uma pessoa morrer aumentam nos seis meses seguintes à partida do parceiro.
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