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Marcopolo: produção cresce 7% em maio e supera indústria sob forte demanda

As ações da companhia sobem 0,53%, a R$ 5,73 por papel, às 16h

Marcopolo: produção cresce 7% em maio e supera indústria sob forte demanda do

A Marcopolo (POMO4) registrou um desempenho operacional positivo em maio de 2026, conseguindo superar o ritmo de crescimento médio do setor de ônibus registrado pela FABUS (Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus). As ações da companhia sobem 0,53%, a R$ 5,73 por papel, às 16h.

A produção total do setor atingiu 2.480 unidades em maio, o que representa uma alta de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, embora configure um recuo de 2% na comparação mensal.

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“Vemos a Marcopolo performando levemente acima da indústria em maio de 2026, com produção consolidada em alta de 7% ano a ano (contra +4% da indústria), mantendo o market share dos últimos 12 meses de 47%”, afirmam os analistas da XP Investimentos, em relatório divulgado na última quarta-feira (10).

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Além disso, eles mencionam que a produção total da fabricante gaúcha, incluindo os volumes voltados ao exterior, expandiu 12% por dia útil na comparação anual, mantendo um forte ritmo de 60 unidades diárias, patamar muito próximo do recorde de 61 unidades visto em abril. Leia também: Três explosões são ouvidas ao sul da Ilha de Qeshm, em Ormuz, diz agência

Esse avanço interno foi impulsionado pelo segmento de mini-ônibus, que disparou 135% em relação a maio do ano passado, além da marca Volare, que cresceu 29%.

Sobre a forte alta segmentada, ela acontece por um aumento significativo por parte do Ministério da Saúde “com aproximadamente 1,3 mil unidades ainda a serem entregues no segundo trimestre”, segundo relatório do Bradesco BBI.

Os analistas do BBI ressaltam o fato positivo de a montadora preservar esse ritmo elevado de fabricação mesmo após o encerramento das entregas do programa Caminho da Escola em abril.

Essa forte tração interna foi essencial para os resultados, já que “a produção local ficou +12% ano a ano, compensando parcialmente a queda nas exportações”, diz o relatório da XP Investimentos. No mercado externo, as vendas da empresa ajustadas por dia útil caíram 24% em base anual (uma sutil melhora frente à queda de 29% do mês anterior). Mais de economia

Em ambas as categorias, as quedas da empresa foram maiores que as da média da indústria (que recuou 26% em urbanos e 36% em rodoviários). No entanto, os analistas explicam que isso faz parte do planejamento da empresa.

“Vemos o declínio mais pronunciado e a menor participação de mercado da Marcopolo nesses segmentos como parte da estratégia da empresa de não expandir capacidade apesar das fortes encomendas do Ministério da Saúde e do Caminhos da Escola, resultando em uma abordagem mais seletiva que prioriza ônibus de maior valor agregado”, diz o relatório do Bradesco BBI. Leia também: PGR rejeita nova proposta de delação de Vorcaro

Dinâmica do setor

Esse movimento da fabricante reflete a dinâmica de toda a indústria de carrocerias. Conforme o balanço oficial da FABUS, o mês, que contou com 20 dias úteis (mesma base de abril e um dia a menos que maio de 2025), registrou uma produção total de 2.480 unidades, com alta de 4% na comparação anual e queda de 2% na mensal.

Enquanto o mercado doméstico avançou 9%, impulsionado pelo segmento de micro-ônibus (+126% A/A e +45% M/M), as exportações totais do setor sofreram forte contração de 27% na comparação anual (ou -23% por dia útil). Para os próximos meses, o mercado projeta sustentação das fábricas “à medida que as entregas do programa Caminho da Escola reacelerem”, diz o relatório da XP Investimentos.

No curto prazo, o programa Move Brasil desponta como novo gatilho, “embora a VW (Volkswagen) observe que o crédito subsidiado disponível provavelmente será totalmente utilizado até agosto”, diz o relatório da XP Investimentos.

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Victória Anhesini

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