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Mãe denuncia esgoto e falta de insumos em hospital infantil do AC

Jussara Souza expõe condições precárias no Hospital da Criança em Rio Branco, com transbordamento de esgoto em área de oncologia pediátrica e carência de álcool em gel e Leia também: Panorama Diário: Operações da PF e Tragédia em Destaque nesta Quinta

Em , a autônoma Jussara Souza, mãe de um paciente infantil em tratamento contra o câncer, denunciou, por meio de um vídeo enviado ao G1, graves problemas estruturais e de insumos no Hospital da Criança, parte do Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into), em Rio Branco. A denúncia aponta para o transbordamento recorrente de esgoto em um corredor vital da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), além da falta de álcool em gel e medicamentos essenciais, gerando preocupação com a saúde de crianças com imunidade comprometida.

Esgoto em Corredor e Impacto na Saúde

Um vídeo chocante, revelado por Jussara Souza ao G1, mostra água de esgoto transbordando e inundando um corredor do Hospital da Criança, precisamente na área de acesso aos leitos da Unacon. A mãe de Enzo, que trata um tipo de câncer linfático, relatou que a situação causava forte mau cheiro e obrigava pacientes e acompanhantes a atravessar a água contaminada para acessar banheiros e bebedouros. Segundo Jussara, essa não seria uma ocorrência isolada, mas sim um problema recorrente, que ela estima ter acontecido "seis vezes ou mais", especialmente em períodos de chuva intensa (G1). A preocupação é acentuada pela vulnerabilidade dos pacientes oncológicos, com baixa imunidade, expostos a riscos de contaminação e desenvolvimento de novas doenças (G1).

Carência de Insumos Essenciais

Além da questão sanitária, Jussara Souza também apontou deficiências na disponibilidade de itens básicos para a higiene e tratamento dos pacientes. Ela mencionou a falta de álcool em gel nos leitos da oncologia pediátrica, levando famílias a precisarem adquirir seus próprios produtos para garantir a higienização. A mãe ainda alertou para a carência de alguns medicamentos cruciais para o tratamento das crianças (G1). A falta desses itens, segundo a denúncia, compromete a segurança e a eficácia do cuidado oferecido.

Posicionamento da Secretaria de Saúde do Acre

Em resposta às acusações, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou ao G1 que o problema do transbordamento de esgoto já foi solucionado. A pasta atribuiu o incidente a um rompimento pontual de tubulação, afirmando que a equipe responsável do Into foi imediatamente acionada para resolver a questão. Quanto à suposta falta de álcool em gel, a direção do hospital esclareceu que os setores da unidade estão abastecidos normalmente, refutando a ideia de desabastecimento. Em relação aos medicamentos, a Sesacre declarou que os itens em falta estão em processo de reposição, com um processo administrativo já iniciado com base nas indicações da equipe técnica (G1).

Contexto de Desafios Estruturais

A denúncia de Jussara Souza ocorre em um cenário de outros desafios estruturais no Hospital da Criança. Conforme reportagem anterior do G1, a obra de ampliação da unidade, que deveria ter sido entregue no início do ano, teve seu prazo estendido por mais seis meses. Essa situação de infraestrutura precária ou em obras pode contribuir para a recorrência de problemas como o vazamento de esgoto, impactando diretamente a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes mais frágeis (G1).

O que se sabe até agora

  • Em , Jussara Souza denunciou ao G1 transbordamento de esgoto em corredor do Hospital da Criança, em Rio Branco.
  • O problema afeta a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), expondo crianças com baixa imunidade a riscos.
  • A mãe de paciente afirma que o vazamento é recorrente, tendo ocorrido "seis vezes ou mais", especialmente em períodos chuvosos.
  • Foram relatadas também falta de álcool em gel nos leitos e de medicamentos essenciais para o tratamento.
  • A Sesacre informou que o problema do esgoto foi solucionado e que os setores estão abastecidos com álcool em gel.
  • A reposição de medicamentos em falta está em andamento, segundo a Secretaria, após abertura de processo administrativo.
As denúncias de Jussara Souza acendem um alerta para as condições de infraestrutura e gestão em unidades de saúde de alta complexidade, especialmente aquelas que atendem pacientes vulneráveis como crianças com câncer. A recorrência de problemas sanitários e a alegada falta de insumos, mesmo que pontuais na visão oficial, sublinham a necessidade de fiscalização contínua e investimentos robustos para garantir um ambiente seguro e digno para o tratamento e recuperação dos pacientes.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação médica. Consulte um profissional de saúde.

Este conteúdo é informativo. Não é recomendação de investimento. Consulte assessor certificado (CVM).

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