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Mãe denuncia ameaça a filho de 3 anos em escola militar no RS: 'Chora

Crédito, Google Street View Legenda da foto, A Escola Tio Chico é mantida pela Brigada Militar de Porto Alegre e recebe filhos dos brigadistas Article Information

Mãe denuncia ameaça a filho de 3 anos em escola militar no RS: 'Chora com
Imagem da faxada da escola Tio Chico.

Crédito, Google Street View

Legenda da foto, A Escola Tio Chico é mantida pela Brigada Militar de Porto Alegre e recebe filhos dos brigadistas
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    • Author, Marina Rossi
    • Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
  • Published Há 3 horas
  • Tempo de leitura: 8 min

A psicóloga Shaiane Costa achou estranho quando o filho de 3 anos começou a acordar de madrugada, aos prantos, perguntando se tinha que ir para a escola no dia seguinte.

Leia no AINotícia: Mundo em foco: panorama

Causou desconfiança na mãe o fato da criança chorar rotineiramente no caminho para a Escola de Educação Tio Chico, em Porto Alegre. Mantida pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul, a instituição atende gratuitamente filhos dos brigadistas com idades entre 2 e 6 anos.

Ela conta que Pedro, cujo nome foi alterado para preservar a criança, chegava em casa dizendo que havia ficado de castigo. Desculpava-se, com insistência, diante de qualquer situação. "Se ele derrubasse uma água, ele me pedia desculpas várias vezes", diz. E começou a chorar muito ao se aproximar da escola.

Foi depois de mais um dia em que Pedro entrou pelo corredor da escola aos berros, pulando, "sendo levado", sem que ela pudesse acompanhá-lo, que a situação chegou ao limite para Shaiane. Leia também: Festa Junina: a origem da celebração pagã que virou religiosa e 'caipira'

No dia seguinte, ela colocou um gravador dentro da mochila da criança.

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No início, Shaiane disse que não tinha razões para se preocupar com a instituição onde seu filho passava algumas horas do dia.

Passado o período comum de adaptação, Pedro foi se acostumando e começou a fazer amiguinhos.

Esporadicamente, algumas situações na escola incomodavam a mãe, como quando ele chegou com uma mordida no braço sem explicação.

"Fiquei sem entender. Como ninguém viu aquela mordida?" Leia também: Como é a bola mais antiga do mundo — que viajou até Miami para Brasil x Escócia

Ao perguntar à professora, a mãe ouviu que ninguém viu o ocorrido e que o menino não havia chorado.

"Achamos estranho. Uma mordida daquelas deve ter doído, e é normal que a criança chore."

Na mesma lista de situações que causaram estranheza à família do menino, está o dia em que ele voltou para casa com febre alta sem que ninguém houvesse avisado a mãe ou o pai, segue ela.

Um dia, Pedro chegou com uma assadura tão severa que ficou com dificuldade de caminhar pela casa.

Em nenhum desses episódios a escola demonstrou ter tomado conhecimento do ocorrido, de acordo com a mãe.

Imagem de duas mensagens enviadas por WhatsApp por Shaiane à coordenadora da escola em que ela diz que a adaptação do filho está difícil e pede orientações e notícias sobre o garoto. Apenas na segunda mensagem, enviada num intervalo de três dias, há uma resposta: "Ok".
Legenda da foto, Diante do comportamento do filho, Shaiane tentou contato com a coordenadora da escola, mas conta que nunca recebeu acolhimento nem orientações
Foto de um braço de criança com uma marca redonda no que parece ser uma mordida.
Legenda da foto, Shaiane procurou a professora de Pedro para perguntar sobre uma marca de mordida, mas ouviu que ninguém viu o que aconteceu e que a criança não chorou

'O que mais ele passou?'

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