Como dois policiais infiltrados ajudaram a solucionar assassinato sem resposta
Ler matéria →Nicolás Maduro, ditador deposto da Venezuela— Foto: Matias Delacroix/AP
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro afirmou neste domingo (2) que apoia "todo caminho de diálogo" para o país, dias antes da primeira reunião presencial entre representantes do governo interino venezuelano e setores da oposição.
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A mensagem foi publicada na conta de Telegram de Maduro, que está preso nos Estados Unidos desde janeiro ao lado da esposa, Cilia Flores. Os dois respondem a acusações de tráfico de drogas e armas, que negam.
No texto, Maduro defendeu o diálogo como instrumento para promover a reconciliação nacional. Leia também: Como dois policiais infiltrados ajudaram a solucionar assassinato sem resposta
"Falar de um renascimento nacional como meta comum é falar de respeito mútuo na diversidade, de inclusão de todos e todas. Saudamos todo caminho de diálogo que ajude a consolidar a paz, a convivência e o reencontro entre os venezuelanos", diz a mensagem.
Ele também afirmou que agosto deve ser marcado por "diálogo sincero" e um "renascimento espiritual" para a Venezuela.
Reunião em Caracas
A manifestação ocorre antes da primeira rodada presencial de negociações entre representantes do governo interino de Delcy Rodríguez e um grupo de opositores apoiados pelos Estados Unidos.
O encontro está previsto para a próxima semana, em Caracas.
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Segundo as partes envolvidas, os principais temas da reunião serão a assistência às áreas afetadas pelo terremoto duplo que atingiu o país em 24 de junho, o fortalecimento da democracia e a discussão de direitos e garantias políticas.
A principal líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz e atualmente exilada, não participará das conversas. Ela afirmou, no entanto, que não pretende dificultar o processo de negociação. Leia também: Milei volta a chamar Lula de 'ladrão' e 'corrupto' e reaquece crise diplomática
Julgamento nos EUA
Desde sua primeira audiência, realizada em janeiro, o ex-presidente sustenta que foi "sequestrado" e afirma ser um "prisioneiro de guerra".
Em abril, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos autorizou o pagamento dos honorários dos advogados do casal, medida que até então era impedida pelas sanções americanas.
Nas redes sociais administradas em nome de Maduro, são publicadas diariamente mensagens que contabilizam o tempo de sua prisão e comentários relacionados a datas consideradas simbólicas para a Venezuela.
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