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Lutador é condenado a 18 anos por homicídio triplamente qualificado de Moïse

Vídeo mostra acusado de morte de Moïse tirando foto com vítima imobilizada Após cerca de 9 horas de julgamento, os jurados do 1º Tribunal do Júri da Capital, no Centro

Lutador é condenado a 18 anos por homicídio triplamente qualificado de Moïse Kabagambe
Vídeo mostra acusado de morte de Moïse tirando foto com vítima imobilizada

Vídeo mostra acusado de morte de Moïse tirando foto com vítima imobilizada

Após cerca de 9 horas de julgamento, os jurados do 1º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio, condenaram nesta quarta-feira (15) o terceiro acusado de participar da morte do congolês Moïse Kabagambe em 2022. Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, foi sentenciado a 18 anos e 8 meses por homicídio triplamente qualificado, em regime inicial fechado.

Os jurados reconheceram que o crime foi cometido com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, por motivo fútil e com emprego de meio cruel.

Na leitura da sentença, a magistrada destacou a gravidade da conduta e o contexto das agressões, ressaltando que o réu imobilizou a vítima por mais de 12 minutos enquanto ela era espancada. Leia também: Aliado de Trump ironiza Lula após fala sobre PCC e CV: "Chora mais"

A juíza também considerou que o crime teve consequências graves para a família de Moïse, que deixou a República Democrática do Congo para fugir da guerra e buscar uma vida melhor no Brasil.

Apesar de o réu ser primário e sem antecedentes, a Justiça entendeu que a confissão não poderia ser considerada integralmente para redução da pena, já que as imagens do crime registraram toda a ação. Ainda assim, houve diminuição parcial, resultando na pena definitiva.

A magistrada negou a substituição da pena por medidas alternativas e também a concessão de sursis, mantendo a prisão em regime fechado.

'Papel central'

A promotora Rita Cid Varela Guitti Guimarães, afirmou nesta quarta-feira (15), em júri no Rio, que Brendon teve papel central na morte do congolês. Mais de noticia

O crime aconteceu em 24 de janeiro de 2022, em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, onde Moïse trabalhava. Segundo as investigações, ele foi agredido com pauladas, chutes e socos até a morte após cobrar o pagamento de diárias atrasadas. Leia também: Aposta de SC acerta quina da Mega-Sena 3013; prêmio principal acumula

Segundo a promotora, que atua no Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri, do Ministério Público do Rio, o réu não apenas participou das agressões, como foi determinante para que elas ocorressem.

A declaração foi feita após a exibição de áudios enviados pelo próprio réu na noite do crime e de imagens de câmeras de segurança do quiosque onde Moïse trabalhava.

Moïse Kabamgabe — Foto: Reprodução

Nos áudios, Brendon demonstra tranquilidade ao comentar o ocorrido com um amigo.

"Graças a Deus estou muito tranquilo (...) Até troquei de roupa já. Vi que tinha chegado a ambulância lá, mas não tinha viatura da polícia", disse o réu na noite do crime.

Na sequência, os jurados assistiram a vídeos que mostram o início da confusão e a atuação direta do réu nas agressões. Para a promotora, as imagens evidenciam o protagonismo dele no crime.

"Ele foi peça fundamental nesse crime. Foi quem derrubou e imobilizou o Moïse", afirmou.

Imagens mostram atuação do réu nas agressões

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