
Crédito, Ricardo Stuckert / PR
- Author, Redação
- Role, BBC News Brasil
- Published 2 junho 2026, 13:29 -03Atualizado Há 5 horas
- Tempo de leitura: 3 min
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "vendilhões e traidores da pátria" ao reagir, nesta terça-feira (2/6), à nova ameaça do governo dos EUA em taxar os produtos brasileiros em 25%.
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"Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores", disse Lula em discurso em Catalão, no interior de Goiás.
Na última semana, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro se reuniu com Trump na Casa Branca. Eduardo Bolsonaro vive nos EUA há mais de um ano, fazendo articulação política. Leia também: 'Obstáculos ao comércio' e 'incerteza': as reações à ameça de novo tarifaço de
Lula comentou que a reunião que ele teve com Trump no início do mês havia sido um "sucesso", mas que as negociações foram atrapalhadas.
O presidente argumentou que mostrou a Trump que os EUA não têm déficit comercial com o Brasil e mencionou a celebração da família Bolsonaro no primeiro tarifaço contra o Brasil. Na época, Eduardo Bolsonaro agradeceu a Trump publicamente pela taxação.
"Eles foram encontrar com o [secretário de Estado] Marco Rubio. E, quando é ontem, eu soube da notícia que o comércio americano resolveu taxar o Brasil em 25%. Quando nós estávamos em negociação. Quando eu tinha tido uma reunião com o presidente Trump", disse Lula.
"O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção no nosso país? Pensem. Meditem. Porque esse cidadão hoje aparece na imprensa dizendo 'eu não falei nada, eu não falei nada'", seguiu Lula, chamando o senador de "covarde".
Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, Flávio disse nesta terça-feira que "pediu expressamente" ao governo americano não taxar as empresas brasileiros. Mais de mundo
"Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles", afirmou Flávio Bolsonaro à rádio.
"Quem está sendo retaliado não são as empresas brasileiras. Quem está sendo retaliado é o próprio Lula", continuou o senador.
Na semana passada, outra medida do governo Trump também repercutiu no Brasil como parte da atuação dos Bolsonaro nos EUA. Leia também: Ameaças ao Pix e de novo tarifaço expõem Flávio e podem dar vitória a Lula em
Dois dias depois do encontro com Flávio, os EUA designaram o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como entidades terroristas, uma bandeira defendida há mais de um ano por bolsonaristas.

Crédito, Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro
O governo brasileiro sempre foi contra a classificação americana, argumentando que ela poderia colocar em risco a soberania nacional ao abrir espaço para ações militares dos EUA sob o pretexto de combate ao terrorismo.
Ao repercutir a decisão, americana, Lula já havia chamado a família Bolsonaro de "traidora".
"Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos EUA pedir intervenção americana no Brasil", declarou o presidente brasileiro.
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