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O Brasil anunciou na segunda-feira (25/05) que vai enviar ajuda humanitária à Bolívia, que vem enfrentando ondas de protestos contra o governo. O anúncio foi feito após uma conversa por telefone entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Rodrigo Paz, da Bolívia.
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As ondas de protestos e bloqueios de estradas já duram quase um mês e vêm causando desabastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos no país.
"O presidente Lula reiterou sua solidariedade ao governo e ao povo bolivianos e ressaltou a importância do pleno respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito", disse a Presidência do Brasil em comunicado após a conversa.
O pedido por ajuda humanitária foi feito a Lula pelo presidente boliviano, que é conservador cristão de centro-direita. Os protestos contra o governo de Paz estão sendo liderados por setores do sindicato Central Operária Boliviana (COB), organizações camponesas e grupos ligados ao ex-presidente de esquerda Evo Morales, que rejeitou os pedidos do governo por diálogo. Leia também: Ferrari apresenta seu 1º carro elétrico: as reações após montadora italiana
Lula disse na sua nota que defende que "governo e movimentos sociais evitem o recurso à violência e privilegiem o diálogo como caminho para a superação das divergências e para a preservação da paz social".
Os EUA e a Argentina também ofereceram assistência para lidar com o desabastecimento das últimas semanas.
O departamento de Estado dos EUA descreveu a situação na Bolívia como uma "crise humanitária" e classificou os protestos como "ações destinadas a desestabilizar o governo democraticamente eleito de Rodrigo Paz".
A Argentina enviou uma aeronave militar de sua Força Aérea "para realizar pontes aéreas para o transporte de alimentos", enquanto o presidente colombiano, Gustavo Petro, descreveu a situação como um "levante popular".
Na semana passada, alguns brasileiros relataram à BBC News Brasil as dificuldades que vêm passando com os protestos na Bolívia, que incluem problemas para viajar e riscos de desabastecimento. Mais de mundo

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O que está acontecendo na Bolívia?
Os setores mais críticos, incluindo agricultores e trabalhadores ligados a organizações sociais associadas ao ex-presidente Evo Morales, chegam a pedir a renúncia de Rodrigo Paz. O governo afirma que Morales está por trás dos protestos, algo que o ex-presidente nega.
Os protestos, que começaram há quase um mês com bloqueios de estradas, se intensificaram e afetam o cotidiano de grande parte da população boliviana, que sofre com a escassez de alimentos, combustível e medicamentos. Leia também: 'Hipersexualização dos seios traz ansiedade para mulheres': o que uma socióloga

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Os protestos mascaram um profundo descontentamento com Paz entre aqueles que votaram no presidente, mas sentem que, em seu primeiro mandato, ele não está atendendo às suas demandas.
"A novidade é que esta é uma mobilização multissetorial que adota uma postura abertamente desestabilizadora, que não se limita mais a pedir demandas específicas, mas sim a exigir a renúncia do presidente", disse a cientista política Luciana Jáuregui à BBC News Mundo.

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1. Propriedades rurais
Os protestos começaram no final de abril, depois que o presidente Paz anunciou uma reforma agrária com o objetivo de transformar pequenas propriedades rurais em propriedades de médio porte.

2. Baixos salários

3. 'Gasolina de má qualidade'

4. Reforma constitucional

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