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Repórter Brasil
No AR em 16/04/2026 - 19:00
Usar linhas cortantes em competições de pipa ainda é uma realidade comum no Brasil. A prática é proibida em vários estados, porque pode causar problemas na rede elétrica e até mortes. No Rio de Janeiro, as denúncias dobraram no ano passado.
As pipas podem esconder um risco que por vezes termina em acidentes fatais: as linhas revestidas com materiais cortantes. Cerol e linha chilena são proibidos em alguns estados brasileiros. Rio de Janeiro e São Paulo são exemplos de onde o uso não é permitido. Os casos de acidentes são muitos, e os motociclistas são vítimas frequentes. Leia também: Ricardo Couto, interino do Rio, audita: o detalhe que mais repercutiu
No início do mês, Leandro Cardoso, de 45 anos, pilotava uma moto na zona norte do Rio quando foi atingido no pescoço por uma linha chilena. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu a uma parada cardíaca. As histórias são muitas.
Cerol é a substância formada por vidro moído e cola. Linha chilena é feita com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio. No estado do Rio, é proibido por lei comercialização, uso, porte e posse dessas substâncias. A linha chilena é a que maior oferece risco, por ser quatro vezes mais cortante do que o cerol.
Na semana passada, a polícia do Rio fechou uma fábrica clandestina de linha chilena na Zona Oeste da cidade. O material era fabricado num casebre improvisado com tapumes e telhas. Mais de entretenimento
As denúncias sobre o uso dos materiais cortantes em linhas têm aumentado no Rio de Janeiro. Em 2024, o Disque Denúncia registrou 561 casos no estado do Rio. No ano passado, as denúncias mais que dobraram ao chegar a 1.203 ocorrências. Leia também: STF forma maioria para derrubar lei de SC que proibiu cotas raciais | Repórter Brasil | TV Brasil
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