Keytruda: Anvisa alerta sobre remédio para câncer falsificado; saiba como identificar Veja qual o lote do medicamento indicado como falso A Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) publicou, nesta terça-feira (19), um alerta orientando a população sobre versões falsificadas do medicamento Keytruda, nome comercial da substância pembrolizumabe, imunoterápico usado para o tratamento de dezenas de tipos de câncer. Comercializado pela farmacêutica americana Merck Sharp &
Dohme (MSD), o remédio é vendido no Brasil por mais de R$20 mil. No final de abril, a Anvisa publicou uma resolução que, entre outros pontos, determinava o recolhimento de um lote identificado do medicamento que foi identificado como falsificado. Na época, a MSD havia comunicado que não reconhecia como genuíno um suposto lote do produto comercializado no país – ou seja, seria uma falsificação.
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Agora, a agência voltou a alertar sobre o tema e prestou orientações sobre como identificar e o que fazer em caso de compra da substância irregular. Confira a seguir: Como saber qual o lote afetado Leia também: Quarentena nos mares ganha destaque após novo desdobramento em quarentena nos
A Agência esclareceu que os produtos considerados falsificados são aqueles que têm o número de série 101955571642, referente ao lote Y020844, fabricado em . Segundo a MSD, essa linha de produtos não pertence à farmacêutica e, portanto, não é verdadeira. Orientações Por se tratar de medicamentos falsificados, não há nenhuma garantia sobre o seu conteúdo, origem ou qualidade.
Por isso, eles não devem ser usados em nenhuma hipótese. Além disso, dúvidas sobre os produtos podem ser esclarecidas pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da MSD, que pode ser consultado pelo número 0800 012 22 32. A Anvisa orienta, ainda, que profissionais de saúde ou pacientes que identificarem os lotes falsos podem comunicar o fato à agência, pelos seus canais de atendimento, ou à Vigilância Sanitária (Visa) local, cujo contato pode ser encontrado no site da autarquia.
O que é o Keytruda O pembrolizumabe, princípio ativo do Keytruda, é uma imunoterapia, tratamento que estimula o próprio corpo a identificar e destruir células cancerígenas. Esse ramo de terapias é diferente, por exemplo, da quimio, que funciona atacando diretamente os tumores – o que pode acabar afetando, também, células saudáveis.
Após décadas de estudos, essa nova estratégia tem encurralando com sucesso os mais diversos tipos de tumor, com avanços científicos descobrindo novas funcionalidades todos os anos. Dentre os medicamentos dessa classe, o imunoterápico da MSD é justamente o mais prescrito em todo o planeta. Ele lidera uma lista recente das drogas com maior receita global, somando cerca de 132 bilhões de reais em vendas. Mais de saude
Entra em cena, sozinho ou combinado com outras terapias, para certos tipos de câncer de pulmão, rim, estômago, intestino, mama, linfomas, entre outros. Para exemplificar, em mulheres recém-diagnosticadas com câncer de colo de útero localmente avançado e de alto risco, estudos mostraram que o medicamento reduz a progressão da doença e o risco de morte em até 42%. Já em uma combinação recentemente apresentada, somando-se a um medicamento experimental que promete ser uma “vacina” terapêutica contra o câncer, chamada de V940, o Keytruda levou a uma redução de 49% do risco de morte ou retorno do do câncer de pele do tipo melanoma, o mais agressivo. Leia também: Deficiência invisível ganha destaque após novo desdobramento em deficiência
Medicamento está disponível no SUS, mas limitado O pembrolizumabe já está incorporado e disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), mas somente para o tratamento de melanoma. Além disso, está em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a ampliação do uso para pacientes com câncer de mama, pulmão, esôfago e colo do útero.
Este ano, ainda, o governo anunciou uma parceria estratégica que visa a produção 100% nacional do medicamento para a rede pública. O acordo envolve o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD. Para o projeto, poderá ser realizada a transferência de tecnologia entre os parceiros.
Por fim, o medicamento poderá ser adquirido e ofertado de forma mais ampla pelo SUS, permitindo estender o uso dessa imunoterapia para o tratamento de diversos tumores na rede pública.
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