Saúde em Foco: Panorama de Notícias sobre Sarampo, Tumor e Saúde de Artistas
Ler matéria →Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. " Explicador" da Rádio Observador.
José Luís Carneiro está disponível para segurar o governo no orçamento ou em eventuais moções de confiança ou de censura. É uma notícia do Observador. O secretário-geral do PS aposta no desgaste do governo, que segundo as sondagens continua a perder popularidade e em alguns estudos até surge em terceiro lugar, a AD, nas intenções de voto.
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A direção do PS entende que ao dar agora a mão ao governo e se numas eventuais próximas eleições e a confirmarem-se as sondagens, o PSD ficar em terceiro, não terá outro remédio senão apoiar um governo socialista sob pena de vir a desaparecer. Para conversarmos sobre tudo isto, temos três convidados, Ana Gomes, próxima do Partido Socialista, próximo do PSD, Eduardo Pacheco, e próximo do Chega, o Rui Gomes da Silva. Bem-vindos, muito obrigado por terem aceitado o nosso convite para este Explicador.
Ana Gomes, parece-lhe uma boa tática esta de José Luís Carneiro? Olá, boa tarde, em particular a si e aos meus parceiros de debate. Antes de mais, eu gostaria de dizer que eu não sou próxima do PS, eu sou do PS.
Sim, exato. E mesmo quando critico o PS, sou e é porque sou do PS. Fez bem em fazer essa correção. Leia também: João Fonseca fora ganha destaque após novo desdobramento em tênis: sem joão
Eu estava a pensar nisso quando estava a dizer. Mas também não me parece que a leitura que acabou de ser sumarizada corresponda exatamente àquilo que é dito no artigo e que é dito, em particular, por José Luís Carneiro. Ele admite a possibilidade de um entendimento com o PSD na base de uma condição essencial, que é não haver entendimentos do PSD com o Chega para uma revisão constitucional.
Essa é uma questão de regime essencial. E eu penso que todos os socialistas estão de acordo com esta posição. Agora, ele não precisa também de fazer muito, porque o governo desgasta-se rapidamente com todos os problemas que cria e ainda fora aqueles de que nós ainda nem falamos, nem suspeitamos.
Portanto, não será por causa do PS que vai haver uma crise, por exemplo, a propósito do orçamento. É preciso desdramatizar o orçamento. Não há problema nenhum se inclusivamente o orçamento não for aprovado e o país ficar em duodécimos, mas ninguém poderá imputar ao PS a causa de uma próxima crise.
Eu, de facto, estou a ouvir dizer de vários quadrantes, e não são só algumas vozes no PSD, mas são até de funcionários do Estado, que há quem no governo contemple a velha tática de precipitar eleições para ver se se aguenta. Deixe-me ver também o que pensa o Eduardo Pacheco sobre tudo isto. Eduardo Pacheco, bem-vindo, obrigado.
Muito boa tarde. Em primeiro lugar, saudar também a ti e aqueles que nos ouvem e aos meus companheiros de painel, dizer o seguinte: essa posição evidencia um grande sentido de responsabilidade por parte do líder do Partido Socialista. E essa posição de responsabilidade eu penso que tem colhido bem na sociedade portuguesa. Mais de saude
Não é só o facto das sondagens, mas evidencia também, por exemplo, a própria eleição de António José Seguro mostrou que dois terços dos portugueses gostam de pessoas moderadas e pessoas que procuram fazer o seu caminho, sem deixar de acreditar naquilo em que acreditam, mas de uma forma paulatina e calma. E José Luís Carneiro está a seguir esse mesmo percurso e, portanto, acho que é uma atitude inteligente dele. E depois é uma posição muito positiva para o país, porque desdramatiza.
Quer dizer, vamos estar a pensar se em governo vamos ter crise ou não crise, se vamos ter o governo a cair ou não, se vamos ter eleições ou não. Portanto, limpa tudo isso. Claro que há uma contrapartida, que é o sentido de responsabilidade, de igual responsabilidade por parte do governo e da AD.
O governo, na proposta de orçamento que ele apresentar, tem que seguir as linhas daquilo que seguiu o ano passado e que foi muito inteligente. Ou seja, tudo que são cavaleiros orçamentais e sabemos que quando essas coisas aparecem, é quando aparecem frissuras e divergências, tudo isso fica de fora e fica só lá exclusivamente aquilo que é realmente o orçamento. A verba para a saúde, que depois pode ser criticada, ser maior ou ser menor, a verba para pagar salários, a verba para pagar pensões, etc. Leia também: Cirurgia de língua presa pode aliviar a amamentação para mães e bebês, diz
Fica vazio para também não estar- Para não ser cavalgado. O Partido Socialista são o Partido Socialista, depois também disso, claro, calma. Por outro lado, AD, porque efetivamente está claro por parte do PS que significa que imediatamente a revisão constitucional não deve ser feita exclusivamente à direita, mas privilegiando o consenso mais amplo possível.
E eu defendo também isso, porque deixar o PS de fora de um processo de revisão constitucional, acho que era incorreto, porque é um partido com grande responsabilidade e que amanhã poderá ser governo outra vez. Não fazia sentido ficar de fora. E portanto, temos aqui uns bons princípios que, lado a lado, evidenciam sentido de responsabilidade e quem ganha é o país.
Rui Gomes da Silva, também bem-vindo e obrigado por ter aceitado o nosso convite. Próximo, ex-próximo do PSD, próximo do Chega, próximo de tudo. Próximo das minhas convicções, dos meus princípios e dos meus valores.
Não vos apresentou bem. Rui Gomes da Silva, este discurso de PS e PSD beneficia ou prejudica o Chega? O que beneficia e prejudica qualquer partido político é a proximidade da sensação que os portugueses têm de quem está a falar a verdade, de quem está no caminho certo e quem diz as coisas que eles querem ouvir e aquilo que eles percebem ser necessário.
E, portanto, não podemos confundir sentido de responsabilidade com meras opções táticas e não meter isso tudo na ideia do sentido da responsabilidade. Vamos de primeiro ponto. Há um bocado não cumprimentei, que era a Ana Gomes, que era o Duarte Pacheco e, portanto, faço agora, que é os nossos ouvintes e a si também, apesar dessa não proximidade.
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