Maranhense radicado no DF faz primeira exposição individual e apresenta a série 'Meninos, Rios e Peixes', que une memórias de infância a imagens sintéticas para propor respiro e cura.
Obra de Jesso Alves — Foto: Jesso Alves/Reprodução
O artista visual e designer gráfico maranhense Jesso Alves apresenta sua primeira exposição individual com a série “Meninos, Rios e Peixes”. Jesso nasceu em Pastos Bons (MA) e mora no DF há 15 anos.
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Reconhecido nacionalmente desde 2018 por suas colagens digitais, Jesso ganhou notoriedade com trabalhos que destacam corpos negros em contextos que vão além do sofrimento, explorando misticismo, ancestralidade e identidade.
“Ao longo desses anos, já recebi inúmeras mensagens de outras pessoas negras dizendo o quanto se sentem bem ao olhar minhas obras, e isso tem um valor imenso pra mim. Acredito profundamente que a arte também pode ser um espaço de respiro e, de alguma forma, de cura.” afirmou o artista.
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A série reúne seis colagens digitais inspiradas nas memórias de infância do artista no Maranhão --especialmente nas experiências de brincar em rios e na relação direta entre corpo, água e natureza.
Com a mudança para o ambiente urbano, Jesso passou a revisitar essas lembranças, articulando memória e imaginação para criar novas imagens e reflexões sobre identidade e representação.
As obras de Jesso Alves estabelecem conexões entre corpo e paisagem, transitando entre experiências vividas em uma infância no Maranhão e construções visuais recentes.
"Uma dessas lembranças são as brincadeiras com outras crianças da minha rua. A gente se encontrava para nadar em um pequeno rio pertinho de casa e naquele tempo, a vida parecia mágica." relembrou o artista.
A exposição propõe um diálogo entre memória, identidade e ancestralidade, marcando um novo momento na trajetória do artista. Mais de noticia
Jesso durante exposição na Galeria Risofloras — Foto: g1/Reprodução
A IA como ferramenta criativa
Nos últimos anos, o artista incorporou o uso de inteligência artificial em seu processo criativo, adotando uma abordagem sensível e responsável. Leia também: Panorama da Notícia: Eventos em Destaque no Brasil
“Como meu trabalho sempre buscou exaltar pessoas negras, foi impactante perceber que a plataforma, em alguns momentos, gerava representações totalmente opostas ao que eu construo” afirmou o artista
Ainda assim, decidiu estudar a ferramenta e entender melhor esses problemas. A partir disso, foi experimentando até chegar a um “prompt base”, um modelo base, desenvolvido a partir de uma colagem dele.
Esse modelo permitiu direcionar melhor os resultados e evitar esse tipo de distorção. Desde então, segue explorando esses caminhos.
“Hoje, a IA me possibilita alcançar resultados bem interessantes e também contribui bastante nos meus trabalhos como designer. Apesar da eficiência, ela funciona como um apoio à minha criatividade que existe antes de qualquer tecnologia.” pontuou o artista.
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