Notícias: Acidentes e Apresentação de Resultados
Ler matéria →Maioria do eleitorado, mulheres viram alvo de acenos de pré-candidatos Segundo o TSE, mulheres representam 52,5% da população apta a votar no Brasil. Público é essencial para o resultado eleitoral deste ano
A pouco mais de um mês do início da campanha eleitoral que definirá o próximo ocupante da Presidência da República, pré-candidatos têm intensificado gestos direcionados ao público feminino. As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Elas representam 52,5% da população apta a votar, enquanto os homens somam 47,33%.
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Apesar disso, seguem sub-representadas nos espaços de poder: apenas 18,1% das cadeiras da Câmara dos Deputados são ocupadas por mulheres. Com isso, de acordo com a ONU Mulheres, o Brasil ocupa a 133ª posição no ranking global de representação feminina. Os cinco presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas até o momento são homens.
Neste ano, a única mulher que se lançou à Presidência é Samara Martins, do Unidade Popular (UP). Em 2022, quatro mulheres disputaram o cargo: Simone Tebet (MDB), Sofia Manzano (PCB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Vera Lúcia (PSTU). de WhatsApp do MetrópolesReceba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles Frequência de envio: Diário Lula
Desde o fim do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem incluído, na maioria de seus discursos públicos, o combate à violência contra a mulher. O incômodo da primeira-dama Janja Lula da Silva diante da alta dos casos de feminicídio no país levou Lula a adotar medidas sobre o tema, incluindo cobranças públicas aos homens. Em fevereiro, por iniciativa do Palácio do Planalto, Executivo, Legislativo e Judiciário lançaram o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. Leia também: Falhas se agravam: Linhas 11 e 12 de trem enfrentam 3º dia de caos e passageiros caminham nos trilhos
A iniciativa integra os Três Poderes no compromisso de enfrentamento à violência letal contra as mulheres no país. O pacto impulsionou diversas ações, como mutirões de prisão de agressores, redução no tempo médio de concessão de medidas protetivas, aumento do uso de tornozeleiras eletrônicas e a aprovação de um pacote com 28 proposições legislativas sobre o tema no Congresso. Essa guinada no último ano do governo Lula será explorada na campanha à reeleição, com a estratégia de comparar os resultados desta gestão com os do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (8/7), que aponta que 46,5% dos eleitores aprovam o desempenho de Lula, ante 48,5% que desaprovam, a avaliação positiva é mais elevada entre mulheres do que entre homens: 57,7% do público feminino aprova a gestão, contra 42,3% dos homens. Já a desaprovação é maior entre os homens (54,9%) do que entre as mulheres (45,1%). A pré-campanha de Lula avalia que manter o apoio do eleitorado feminino é decisivo para um resultado eleitoral favorável.
Flávio O senador Flávio Bolsonaro (PL) também tem buscado se aproximar das mulheres, mas enfrenta obstáculos. A pré-campanha aposta na escolha de uma mulher como vice para ampliar o desempenho entre o eleitorado feminino, considerado um dos principais desafios.
Embora essa possibilidade já estivesse em discussão, aliados afirmam que ela ganhou mais peso após a repercussão da crise entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). O episódio veio à tona no fim de junho, quando Michelle publicou vídeos nas redes sociais afirmando ter sido humilhada, desrespeitada e maltratada por Flávio durante uma conversa telefônica. O pano de fundo é a articulação do PL no Ceará.
Outro fator recente que pode dificultar a aproximação com o eleitorado feminino foi a declaração do aliado de Flávio, o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo. Na semana passada, ele publicou vídeo em que criticava Michelle Bolsonaro e dizia que “mulheres votam muito mal” nas eleições, “principalmente as solteiras”. Segundo a pesquisa Meio/Ideia divulgada na quarta (8/7), seis em cada dez brasileiros (60,6%) discordam da afirmação. Mais de noticia
Nos bastidores, a expectativa é de que o nome para vice seja anunciado nas próximas semanas. O PL testou diferentes opções. Integrantes do partido afirmam que nomes como os da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e das deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE) não tiveram desempenho relevante nas pesquisas internas.
Com isso, a economista e ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos), que integra a equipe responsável pelo programa de governo de Flávio, ganhou força. Mais recentemente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro passou a defender a indicação da deputada Júlia Zanatta (PL-SC). Também circula o nome da deputada Bia Kicis (PL-DF).
Nessa quarta, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, elogiou o nome de Daniella, mas alertou que para ser vice na chapa de Flávio, a pessoa precisa “ter voto”. Como mostrou o Metrópoles, além da escolha de uma mulher para a vice, a pré-campanha prepara o lançamento de um conjunto de propostas voltado ao público feminino. Batizado de Brasil Leia também: Festival de Inverno do Rio: Geraldo Azevedo, Chico César e Titãs agitam a Marina da Glória
Por Elas, o plano deve ter a segurança pública como eixo central e tem lançamento previsto para a próxima quarta-feira (15/7). Além disso, outra aposta é a inclusão de Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio, de forma mais efetiva na campanha. Recorde de feminicídios- O primeiro trimestre de 2026 registrou um recorde no número de feminicídios no Brasil, com alta de 7,55% em relação ao mesmo período do ano passado.
- Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre janeiro e março, o país contabilizou 399 vítimas.- O total representa o trimestre mais letal para mulheres nos últimos 11 anos, desde o início da série histórica do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), que reúne dados a partir de 2015.- Em 2025, o Brasil teve o maior número de feminicídios já contabilizado, com ao menos 1.470 mulheres assassinadas em contextos de violência doméstica, familiar ou por misoginia.
O total superou os 1.464 casos registrados em 2024, indicando alta de 0,41%. Caiado Em gesto às mulheres, o ex-governador de Goiás e pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado (PSD), manifestou apoio ao projeto de lei que criminaliza a misoginia.
O político foi o único do campo da direita a declarar apoio expresso à proposta. O texto que tramita na Câmara dos Deputados prevê equiparar a misoginia ao crime de racismo para tornar a prática inafiançável e imprescritível. O pré-candidato afirmou ser favorável a “toda campanha que vier para empoderar a mulher, para coibir qualquer agressão à mulher”.
Renan Outro pré-candidato que aposta na segurança pública como política para as mulheres é Renan Santos (Missão). O líder do Movimento Brasil Livre (MBL) publicou um vídeo na última semana em que defende uma “legislação pesada” para crimes violentos, incluindo os que atingem as mulheres.


