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Israel e Líbano entram em acordo para cessar-fogo, diz governo Trump

Israel havia intensificado campanha no Líbano sob a justificativa de atacar posições do Hezbollah

Israel e Líbano entram em acordo para cessar-fogo, diz governo Trump

Israel havia intensificado campanha no Líbano sob a justificativa de atacar posições do Hezbollah. Fim de ataques israelenses ao país vizinho era uma das exigências de Teerã para acordo de paz com os EUA.


Israel volta a atacar sul do Líbano

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Israel e Líbano concordaram nesta quarta-feira (3) com um cessar-fogo, segundo um comunicado do Departamento de Estado dos EUA.

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"Israel e o Líbano concordaram em implementar um cessar-fogo", que estará condicionado à "cessação total dos disparos do Hezbollah e à retirada de todos os membros do Hezbollah da área ao sul do rio Litani", afirma a declaração assinada pelas três partes envolvidas nas negociações.

A nota é divlulgada dois dias depois de conversas do presidente dos EUA, Donald Trump, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah.

Na segunda-feira (1º), Trump havia garantido o cessar-fogo e dito que impediria o avanço de tropas de Israel até Beirute, bem como ataques aos subúrbios da capital considerados redutos do grupo extremista. Leia também: 'O Pix não sofre nenhuma ameaça', diz ex-diretor da OMC sobre relatório dos EUA

Segundo a imprensa americana, Trump adotou um tom de reprovação em sua conversa com Netanyahu. Nesta quarta, o republicano admitiu ter chamado o premiê de "louco" na segunda-feira.

Os ataques de Israel ao território libanês eram constantemente criticados pelo Irã. Teerã chegou a declarar que não assinaria um acordo de paz para encerrar a guerra com os EUA caso Israel seguisse com as operações no país vizinho.

O Irã é aliado do Hezbollah, enquanto Washington apoia Israel.

Em março, depois de ataques do Hezbollah com foguetes ao norte de Israel, forças israelenses invadiram o sul do país e ocuparam militarmente uma faixa de cerca de 10 km. Centenas de milhares de libaneses deixaram suas casas devido ao conflito. Mais de mundo

Líbano sob ataque

No sábado, Israel havia capturado o histórico castelo de Beaufort, no Líbano, construído na época das Cruzadas, na incursão mais profunda das tropas no país em 26 anos. No dia seguinte, ataques aéreos ocorreram nos subúrbios de Beirute pela primeira vez desde abril.

Trump e Irã

Trump fala durante reunião de gabinete na Casa Branca — Foto: AP Photo/Jacquelyn Martin Leia também: Trump diz que Irã concordou em não ter armas nucleares

Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei, comentou a ampliação das operações israelenses em território libanês e disse que o fim dos ataques é essencial para as negociações de paz:

"Insistimos que um cessar-fogo no Líbano é uma condição essencial para qualquer acordo destinado a acabar com a guerra".

Esmaiel Baghaei — Foto: REUTERS

Na rede social X, o principal negociador do Irã, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, também fez críticas ao governo Trump:

"O bloqueio naval imposto pelos EUA e a escalada dos crimes de guerra no Líbano por Israel são evidências claras do descumprimento do cessar-fogo pelos EUA".
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