Filha de Maradona acusa ex-advogado e equipe médica de articularem plano
Ler matéria →No domingo, o Irã anunciou ter recebido a resposta dos Estados Unidos à sua mais recente proposta de negociações de paz, um plano de 14 pontos visando o fim do conflito e a resolução do impasse marítimo no Golfo de Omã. A comunicação, que chegou a Teerã por meio do Paquistão, ocorre um dia após o presidente americano, Donald Trump, expressar forte ceticismo e indicar que provavelmente rejeitaria a iniciativa iraniana.
A Proposta Iraniana e a Reação de Trump
O governo iraniano informou, por meio de sua mídia estatal, que o conteúdo da resposta de Washington está sob análise. A proposta de paz de Teerã, apresentada na quinta-feira anterior, inclui uma condição central: adiar qualquer discussão sobre o programa nuclear iraniano para uma fase posterior, focando primeiramente no encerramento da guerra e na suspensão dos bloqueios ao transporte marítimo no Golfo, conforme destacou Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã (G1). "Neste estágio, não temos negociações nucleares", afirmou Baghaei.
Em contraste, o presidente Donald Trump manifestou sua insatisfação já na sexta-feira e, no sábado (2 de maio), reforçou que, embora ainda fosse analisar o texto exato da proposta, considerava que o Irã "não pagou um preço suficientemente alto pelo que fizeram à Humanidade e ao mundo nos últimos 47 anos" (G1). Trump, que já havia sido informado sobre o "conceito do acordo", sinalizou uma provável rejeição, mas não descartou a possibilidade de retomar ataques caso o Irã "se comporte mal". Leia também: Acordo de Paz Entre EUA e Irã
Divergências Chave: Programa Nuclear e Sanções
A exigência iraniana de postergar as conversas nucleares choca-se diretamente com a posição reiterada de Washington, que demanda restrições rigorosas ao programa atômico de Teerã como pré-condição para o fim do conflito (G1). Os Estados Unidos insistem que o Irã desista de seu estoque de mais de 400 kg de urânio altamente enriquecido, material que, segundo Washington, poderia ser utilizado para desenvolver armamentos.
O Irã, por sua vez, reitera que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas já demonstrou disposição para discutir limitações em troca do levantamento de sanções, lembrando o acordo de 2015, do qual Trump se retirou unilateralmente. Contudo, até o momento, não houve confirmação oficial por parte dos EUA ou de Islamabad sobre o recebimento ou o envio da resposta.
Contexto do Conflito e o Futuro das Negociações
A mais recente troca de mensagens ocorre em um cenário de trégua frágil. Os Estados Unidos e Israel suspenderam suas campanhas de bombardeios contra o Irã há cerca de quatro semanas. Apesar de uma rodada inicial de negociações entre autoridades americanas e iranianas, tentativas de organizar novos encontros têm fracassado. Além disso, o Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial, permanece fechado, conforme indicado por um outdoor em Teerã com a imagem do estreito e de Trump com lábios costurados (foto AP Photo/Vahid Salemi, G1). Mais de mundo
Apesar de Trump afirmar não ter pressa em resolver a situação, a pressão interna e externa por uma solução diplomática permanece. A ambiguidade sobre a retomada de ataques americanos, dependendo do "comportamento" iraniano, adiciona uma camada de incerteza à já complexa situação regional. Leia também: Ponto a ponto do acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra
O que se sabe até agora
- O Irã anunciou ter recebido a resposta dos Estados Unidos à sua proposta de paz de 14 pontos.
- A mensagem americana foi transmitida a Teerã por meio do Paquistão, mas ainda não há confirmação oficial dos EUA ou de Islamabad.
- A proposta iraniana sugere priorizar o fim da guerra e a resolução do impasse marítimo, adiando negociações sobre o programa nuclear.
- O presidente Donald Trump expressou ceticismo, indicando que a proposta seria provavelmente rejeitada por considerar que o Irã não "pagou um preço alto o suficiente".
- Washington exige que o Irã aceite restrições rigorosas ao seu programa nuclear, incluindo a entrega de urânio enriquecido, antes do fim do conflito.
- Apesar de bombardeios suspensos há quatro semanas, novas rodadas de negociação têm falhado, e o Estreito de Ormuz continua fechado.
A recepção da resposta americana, mesmo sob o ceticismo declarado de Trump, marca um novo capítulo nas delicadas negociações entre Irã e Estados Unidos. O abismo entre as prioridades — o Irã buscando resolver o conflito imediato e o impasse marítimo antes de abordar a questão nuclear, enquanto os EUA insistem em uma desnuclearização prévia — sugere que o caminho para um acordo duradouro permanece repleto de desafios, com o risco de escalada ainda presente na região.





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