O que aconteceu no país da América do Sul que adotou o 'modelo Bukele'
Ler matéria →Adolescentes recrutados para matar: como rede criminosa transforma jovens em assassinos de aluguel na Europa

Crédito, Polícia da Suécia
- Author, Daniel Sandford
- Role, Correspondente do Reino Unido
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 7 min
Um estudante de 20 anos foi morto a tiros em um subúrbio de Estocolmo quando voltava do trabalho no McDonald's.
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O autor dos disparos, vestido de preto e armado com uma pistola, aproximou-se de Murad Abdelkader e atirou várias vezes, acertando o último tiro na cabeça da vítima, que já estava caída no chão.
O assassino era Atilla Azimov, de 18 anos. Naquela noite de fevereiro do ano passado, ele matou o homem errado.
Azimov agiu por dinheiro. Ele tinha sido contratado pela Rede Foxtrot, um grupo de crime organizado ligado ao regime iraniano e conhecido por oferecer "violência como serviço" (VaaS, na sigla em inglês). Leia também: Mundo em Foco: Trégua no Irã, Tensões com Cuba e Tragédia nos Himalaias

Crédito, Polícia da Suécia
Desde 2022, acredita-se que a Rede Foxtrot seja responsável por cerca de 35 assassinatos, além de uma série de ataques e tentativas de ataque contra alvos israelenses na Europa, incluindo dois com explosivos e granadas.
A quadrilha recruta adolescentes para executar os ataques em troca de dinheiro, mas quase nunca precisa pagar, porque eles costumam ser presos antes.
É o caso de Johannes Natland, adolescente norueguês condenado na quarta-feira (29/7) por um júri do tribunal Old Bailey, em Londres. Ele foi considerado culpado de planejar um assassinato em West Yorkshire.
A Europol, agência de polícia da União Europeia, criou uma força-tarefa para combater o problema: a OTF GRIMM. Segundo o grupo, os adolescentes contratados para matar são recrutados nas redes sociais e recebem instruções em um sistema "gamificada", inspirado na lógica dos videogames. Mais de mundo
Andy Kraag, chefe do Centro Europeu de Crimes Graves e Organizados da Europol, afirma que as gangues terceirizam assassinatos de forma calculada ao recrutar jovens vulneráveis para executá-los.
A OTF GRIMM envolve atualmente 11 países afetados pelo fenômeno da "violência como serviço": Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Islândia, Noruega, Países Baixos, Reino Unido e Suécia.

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O líder da Rede Foxtrot, Rawa Majid, fugiu da Suécia e, depois, deixou sua base de operações na Turquia. Hoje, ele vive em Teerã, capital do Irã.
A polícia acredita que alguns dos ataques foram executados a mando do regime iraniano— incluindo um ataque com granada à embaixada de Israel em Copenhague. Outros ataques estariam ligados às disputas da Foxtrot pelo controle do mercado de drogas.
Diamant Salihu, jornalista investigativo da emissora sueca SVT, pesquisa a Foxtrot e suas ligações iranianas há três anos.


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