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Investimento do iFood na Daki vai para investimento em IA e expansão geográfica

Com o anúncio do investimento, a empresa também tornou publico seu faturamento anualizado de R$ 1 bilhão, com crescimento anual de 50% e chegada ao breakeven — quando

Investimento do iFood na Daki vai para investimento em IA e expansão geográfica
Rafael Vasto, CEO da Daki. (Foto: Divulgação/Daki)
Rafael Vasto, CEO da Daki. (Foto: Divulgação/Daki)

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O investimento de valor não informado do iFood na plataforma de supermercado digital Daki vai servir para evoluir a proposta de valor da companhia, investir em tecnologia e inteligência artificial e impulsionar sua expansão geográfica.

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Com o anúncio do investimento, a empresa também tornou publico seu faturamento anualizado de R$ 1 bilhão, com crescimento anual de 50% e chegada ao breakeven — quando receitas e despesas se equilibram em um negócio. Para a Daki, no entanto, o valor ainda está longe do teto. A empresa considera que ainda não há um vencedor no segmento. Leia também: Segurança vira campo decisivo da eleição; veja propostas dos pré-candidatos

“O mercado de supermercados equivale a mais de R$ 1 trilhão. Então, penetração do digital ainda é muito baixa e a nossa proposta aqui é acelerar esse crescimento. O investimento do iFood veio muito no contexto de aceleração dos planos”, afirma o CEO da Daki, Rafael Vasto, ao InfoMoney.

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Hoje, a empresa aposta em um modelo de negócio baseado em entregas rápidas (por volta de 15 minutos), preços competitivos e qualidade de entrega, afirma o executivo. Essa logística é apoiada por 3 grandes centros de distribuição e 40 centros urbanos de distribuição hoje restritos principalmente às regiões metropolitanas de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).

A verticalização da cadeia é uma aposta da Daki para manter o ritmo em um mercado que já viu muitas desistências. Startups como a Justo, Mercado Diferente e Trela, concorrentes do mesmo setor, encerraram operação no País nos últimos anos.

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“Queremos trazer mais marcas para nossas categorias. Temos uma visão de reforçar nossa proposta de private label, que representa aproximadamente 5% das vendas. Queremos aumenta a exposição das nossas marcas próprias com diferencial de preço e qualidade”, afirma o executivo. “Também vamos continuar dando espaço para uma regionalização e personalização ainda mais forte do sortimento.”

De um lado, a Daki quer agora investir em dados, tecnologia e inteligência artificial: “Para esse mercado acelerar no digital, é preciso atuar em uma cadeia logística que seja desenhada para o online, uma plataforma de tecnologia e dados que é nativa de IA, controle em tempo real da operação”, diz Vasto. Hoje, a penetração de alternativas digitais não passa de um dígito no Brasil. Leia também: JBS Terminais ganha destaque após novo desdobramento em a jbs terminais está

Em outra frente, a empresa está de olho em expandir seu mercado. Apesar de não informar para quais regiões pretende ir, a Daki deve, até o fim do ano, anunciar a entrada em novas regiões, conta Vasto. A expansão deve ser reforçada nos próximos anos. “Temos o objetivo de ir para outros estados. Isso obviamente faz parte dessa jornada que estamos desenhando”, conta.

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Iuri Santos

Repórter de inovação e negócios no IM Business, do InfoMoney. Graduado em Jornalismo pela Unesp, já passou também pelo E-Investidor, do Estadão.

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