Neymar debocha de provocação do presidente do Remo: "Vagabundeando"
Ler matéria →A criação de uma competição global anual de clubes, ligada diretamente à Superliga, também foi discutida. O documento detalha que esse torneio teria formato mata-mata e seria realizado em um período fixo de três semanas, em um desenho diferente do Mundial de Clubes da Fifa, inaugurado em 2025.
De acordo com o The Guardian, as negociações avançaram até a elaboração de uma minuta com os termos gerais do acordo. Nesse documento— que normalmente precede o contrato definitivo— a competição europeia inclusive aparece com o nome de "Fifa Super League".
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A minuta descreve que a Superliga teria 15 membros permanentes e outras cinco vagas para clubes classificados por competições já existentes. O texto também menciona o compromisso de criar uma versão feminina com os mesmos clubes, em data não especificada, segundo reportagem do jornal britânico.
Material indica que a Fifa estava disposta a passar por cima das associações-membro para viabilizar a ideia. A entidade sugeriu inclusive uma revisão do calendário internacional, concentrando jogos de seleções em dois períodos de duas semanas por ano, para abrigar os novos torneios de clubes. As federações, no entanto, sequer foram consultadas sobre a possível mudança, apontou o The Guardian.
Jornal crava que Infantino estava entre os vários funcionários da Fifa envolvidos no projeto. As evidências do acordo preliminar com a Superliga vão de encontro com a postura do dirigente após o lançamento oficial do projeto, em abril de 2021, quando ele disse desaprovar veementemente a ideia durante um congresso da Uefa. Mais de esporte
O que aconteceu com a Superliga?
O projeto da Superliga Europeia foi lançado oficialmente em e virou alvo de protestos de torcedores e entidades do futebol. Doze clubes estavam envolvidos com a ideia de início: Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham (Inglaterra); Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid (Espanha); Inter de Milão, Juventus e Milan (Itália). Leia também: João Fonseca domina, vence Tsitsipas outra vez e vai à 3ª rodada no ATP
Críticas geraram debandada de integrantes logo em seguida. A ausência de um sistema de acesso e rebaixamento, com participação de equipes apenas por convite, espantou a comunidade esportiva. De acordo com o The Guardian, Infantino também decidiu se distanciar publicamente do projeto após conversar com o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin.
O Real Madrid foi o último a abandonar a proposta e encerrá-la oficialmente, em fevereiro deste ano. O clube espanhol chegou a um acordo com a Uefa e anunciou a decisão para o "bem do futebol europeu de clubes"— Florentino Pérez, mandatário da equipe, era também o presidente da Superliga.
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