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Hobbies na Terceira Idade Afastam Risco de Alzheimer, Revela Estudo

Novas pesquisas indicam que a busca e desafiadoras após os 50 anos fortalece as conexões cerebrais e pode ser um escudo contra o declínio cognitivo.

Hobbies na Terceira Idade Afastam Risco de Alzheimer, Revela Estudo

A busca por novas paixões e atividades envolventes após os 50 anos pode ser um fator crucial na proteção contra o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Um estudo recente conduzido pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, analisou um grupo de aproximadamente 1.200 indivíduos e apontou que a curiosidade e o interesse por novas experiências tendem a se intensificar com o avanço da idade, contrariando a ideia de que a maturidade traz consigo a inatividade.

A pesquisa sugere que encontrar um hobby que realmente mobilize o indivíduo, seja ele qual for – da jardinagem à pintura, passando pela dança ou pelo artesanato –, pode ter um impacto cognitivo profundo. Essas atividades, muitas vezes vistas apenas como lazer, funcionam como verdadeiros exercícios para o cérebro, estimulando o aprendizado e a participação ativa, elementos essenciais para a manutenção da saúde mental. Leia também: Tiago Splitter valorizado ganha destaque após novo desdobramento em o futuro de

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“Estímulos com aprendizado e participação ativa, como vemos em muitas dessas situações, não são apenas lazer, mas exercem um efeito cognitivo genuíno”, explica o neurologista Diogo Haddad, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. A mente, quando desafiada e engajada em tarefas que geram satisfação e requerem foco, constrói novas conexões neurais e fortalece as existentes, o que se traduz em maior resiliência contra o declínio cognitivo associado a doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

Atividades que Fortalecem o Cérebro

Diversas práticas se mostram particularmente eficazes nesse processo de fortalecimento cognitivo. Entre elas, destacam-se: Leia também: Rodrigo Faro e Vera Viel: 29 anos juntos após comercial e fortuna Mais de saude

  • Jardinagem: exige planejamento, cuidado e observação, estimulando a motricidade fina e a paciência.
  • Pintura e Artesanato: demandam criatividade, coordenação motora e capacidade de resolução de problemas.
  • Dança: envolve memorização de passos, ritmo, coordenação corporal e interação social.
  • Jogos de mesa (xadrez, cartas, quebra-cabeças): promovem raciocínio lógico, estratégia e memória.
  • Leitura: expande o vocabulário, a compreensão e a capacidade de imaginação.
  • Voluntariado: além de proporcionar um senso de propósito, envolve interação social e aprendizado contínuo.

O estudo reforça a importância de um estilo de vida ativo e engajado em qualquer fase da vida, mas especialmente na maturidade. A neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de se adaptar e se reorganizar ao longo da vida, pode ser significativamente estimulada por meio de atividades que promovem desafio, aprendizado e prazer. Portanto, cultivar um hobby não é apenas uma forma de preencher o tempo livre, mas uma estratégia proativa para garantir a saúde e a vitalidade cerebral a longo prazo.

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