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Haddad, sobre taxa de juros: Banco Central está criando problema

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala em um evento de lançamento de sua pré-candidatura ao governo de São Paulo, em São Bernardo do Campo (SP), em 19 de março

Haddad, sobre taxa de juros: Banco Central está criando problema
O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala em um evento de lançamento de sua pré-candidatura ao governo de São Paulo, em São Bernardo do Campo (SP), em 19 de março de 2026. REUTERS/Tuane Fernandes
O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala em um evento de lançamento de sua pré-candidatura ao governo de São Paulo, em São Bernardo do Campo (SP), em 19 de março de 2026. REUTERS/Tuane Fernandes

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 10, que o Banco Central (BC) “cria um problema desnecessário” ao manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano.

Ao longo de entrevista ao programa No Osso, organizado pelo grupo Derrubando Muros, Haddad disse ainda que a Selic não precisava ter alcançado 15% no ano passado e que o BC deveria ter iniciado o ciclo de cortes mais cedo. Segundo ele, essas são suas duas principais objeções à atual política monetária. Leia também: Economia: Ações, Imóveis e Cenários Globais em Destaque

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“O que está endividando o Estado é a taxa de juros, não é outra coisa”, afirmou o ex-ministro. “Por isso, tem que baixar a taxa de juros. Você não tem como fazer um superávit primário que compense essa taxa de juros. Você vai matar as pessoas para pagar essa taxa de juros. Então, o que está errado é a taxa de juros.”

O petista afirmou que, pela primeira vez em muitos anos, um presidente (o atual, Luiz Inácio Lula da Silva) encaminhará ao Congresso, no fim do mandato, uma proposta de Orçamento com superávit. Segundo ele, isso não ocorre desde o segundo mandato de Lula, já que Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) não deixaram previsões orçamentárias superavitárias para seus sucessores. Mais de economia

O ex-ministro disse ainda que a continuidade do processo de saneamento das contas públicas, que teriam se deteriorado entre 2013 e 2022, poderá permitir uma mudança radical na política monetária após as eleições. Para Haddad, a atual política de juros poderá voltar à normalidade com o avanço do ajuste fiscal. Leia também: A dificuldade do Tesouro para rolar a dívida pública

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