Mundo em Foco: Trégua no Irã, Tensões com Cuba e Tragédia nos Himalaias
Ler matéria →'Guerra ainda não começou': PT oficializa a sétima disputa eleitoral de Lula à Presidência

Crédito, Miguel SCHINCARIOL / AFP via Getty Images
- Author, Marina Rossi
- Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
- Published Há 58 minutos
- Tempo de leitura: 6 min
O PT oficializou neste domingo (2/8) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. A legenda estará coligada nacionalmente com o PV, PCdoB, PDT, PSOL, Rede e o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin, que também concorre à reeleição.
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A convenção do partido, realizada em São Paulo, reuniu dirigentes e parte da militância— a expectativa da campanha era de atrair 3 mil pessoas— em torno de Fernando Haddad e Marcio França, candidato e vice ao governo de São Paulo, a primeira-dama, Janja Lula da Silva, Lula e Alckmin.
Ao contrário do tradicional vermelho petista, todos os candidatos vestiam branco.
A campanha prepara um ato maior, no próximo dia 16, em São Bernardo do Campo (SP) para reunir sua militância no local mais simbólico da história do presidente. Leia também: Condenados à morte na Arábia Saudita ligam para a BBC pedindo ajuda
Aos 80 anos, esta é a sétima, e muito provavelmente a última, eleição que Lula disputa. Por isso, o ato em São Bernardo ganhou um tom de "última daça" do petista, conforme uma pessoa próxima à campanha relatou à BBC News Brasil.
Na convenção, o presidente subiu ao palco ao som de Carruagens de Fogo, música associada a corridas e eventos esportivos. O Hino Nacional também foi tocado.
O discurso de Lula foi aberto pela primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, que falou sobre o pacto contra o feminicídio, uma mobilização coordenada por ela. Antes de Janja, Alckmin realizou uma fala acalorada para seus parâmetros.
"Lula com chuchu", disse o vice-presidente, ao finalizar seu discurso e fazendo piada com o próprio apelido que ganhou— picolé de chuchu— devido ao discurso usualmente considerado insosso.
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Ao discursar, Lula lembrou que esta é a sétima eleição à Presidência disputada por ele. Provavelmente a última. "Não vou ganhar o penta", disse, associando suas disputas à Copa do Mundo. Se Lula vencer, será a quarta vitória.
Reforçou a fala de Janja sobre a violência de gênero. "O homem vai ter que escolher, ou ele vota em mim, ou ele bate na mulher. Se bate na mulher, não precisa votar em mim", disse. Leia também: Por que escolhi fazer vasectomia antes dos 30 anos — e não me arrependo
Falou em "educar" os homens, ao longo de minutos, em um claro aceno ao eleitorado feminino, a maioria dos eleitores hoje e onde Flávio tem mais dificuldade de angariar votos.
Reclamou das emendas parlamentares e da gradual perda de poder do presidente. "Randolfe, você propôs a criação de uma universidade no Amapá e eu tive que vetar", afirmou, dizendo que é prerrogativa do presidente a criação de universidades.
Sem dizer como, afirmou querer "resolver definitivamente o papel da educação neste país". Acenou aos idosos, afirmando querer criar uma política para essa camada da população cada vez maior. "Quero pagar uma dívida com os idosos deste país."
Ao longo de mais de uma hora falando, Lula incluiu em seu discurso trechos sobre seu passado em Garanhuns (PE) e temas como terras raras, investimento na Defesa, inteligência artificial, transição energética, violência e gravidez na adolescência.
"Peço desculpas pelas coisas que eu não fiz. Peço desculpas pelos erros que cometi", finalizou. E não mencionou uma única vez Flávio Bolsonaro.
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- Sem Michelle e com Milei, Flávio oficializa candidatura e promete que Bolsonaro subirá a rampa do Planalto em 202725 julho 2026

Efeito Lulinha?
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