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Fux vota e STF tem maioria para liberar pagamento de parte dos penduricalhos

Fux vota e STF tem maioria para liberar pagamento de parte dos penduricalhos para juízes e MP Fux acompanhou a maior parte do voto conjunto dos relatores, com isso

Fux vota e STF tem maioria para liberar pagamento de parte dos penduricalhos
Fux vota e STF tem maioria para liberar pagamento de parte dos penduricalhos para juízes e MP

Fux acompanhou a maior parte do voto conjunto dos relatores, com isso, magistrados, procuradores e promotores terão pagamento liberado. Placar está 6x0.


STF forma maioria para liberar parte dos penduricalhos

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para liberar parte dos chamados "penduricalhos" pagos a magistrados e membros do Ministério Público.

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Neste sábado (7), o ministro Luiz Fux acompanhou a maior parte do voto conjunto dos relatores, consolidando a maioria no julgamento.

Com isso, ficam autorizados, desde que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tenha verificado a legalidade e a regularidade, os pagamentos de verbas retroativas e que estavam suspensas. Leia também: Alcides Fernandes chama de 'infeliz' vídeo publicado por Michelle e diz

Pela decisão, passa a ser permitido o pagamento em dinheiro de férias, licenças-prêmio e plantões judiciais acumulados antes da definição das novas regras pelo STF, desde que esses períodos não tenham sido usufruídos por necessidade do serviço público.

Novas regras

Em março, a Corte estabeleceu as balizas para o pagamento das verbas indenizatórias para além do teto, no caso de magistrados e integrantes do Ministério Público.

🔎Os penduricalhos são verbas indenizatórias que aumentam os contracheques do funcionalismo público. Somadas, extrapolam o teto constitucional, que é o salário dos próprios ministros do STF: R$ 46,3 mil.

No entanto, a Procuradoria-Geral da República e entidades entraram com recursos questionando a validade da decisão do STF e pedindo a retomada dos pagamentos.

Os ministros relatores dos casos: Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes publicaram um voto conjunto na sexta-feira (26), no qual negaram a maior parte dos pedidos para flexibilizar as regras mais rígidas que passaram a valer em março, mas autorizaram o pagamento das verbas que estavam suspensas desde antes do julgamento. Mais de politica

Neste sábado, Fux se manifestou e acompanhou os demais ministros que já se manifestaram— todos concordam que juízes podem receber, ao mesmo tempo, a gratificação por atuar em comarcas de difícil provimento e a gratificação pelo exercício da jurisdição.

O placar está 6x0: já votaram Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Edson Fachin e Luiz Fux. Faltam votar Cámen Lúcia, André Mendonça, Nunes Marques e Dias Toffoli. Leia também: Diretor da FGV assume presidência do Conselho do movimento Livres

Ministro do STF Luiz Fux— Foto: Victor Piemonte/STF

Ministro divergiu em parte do voto

Fux, porém, abriu divergência em um dos pontos. Os relatores propuseram que o pagamento dessas indenizações fique limitado a 35% do salário mensal do magistrado. O ministro defendeu que não haja esse teto e que os valores sejam pagos integralmente.

Segundo Fux, como esses benefícios são direitos já adquiridos, quem deixou de tirar férias, licenças ou trabalhou em plantões por necessidade do serviço público deve receber toda a indenização a que tem direito.

O ministro também votou para manter válidas as decisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que autorizem ou proíbam o pagamento de verbas extras, inclusive de forma retroativa, mesmo quando elas não estiverem previstas expressamente na Lei Orgânica da Magistratura (Loman).

Fux também destaca que "não há que se estabelecer limitações de ordem temporal ou monetária para a justa reparação devida" aos servidores.

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