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Fornecedor suspende distribuição de alface produzida no México ligada a surto

Aishwarya Venugopal Waylon Cunningham Emily Schmall Reuters A Taylor Farms, fornecedora de alface sediada na Califórnia, está retirando do mercado toda a alface

Fornecedor suspende distribuição de alface produzida no México ligada a surto
Aishwarya Venugopal Waylon Cunningham Emily Schmall
Reuters

A Taylor Farms, fornecedora de alface sediada na Califórnia, está retirando do mercado toda a alface americana proveniente do centro do México, informou a empresa em comunicado nesta sexta-feira (17). A iniciativa tenta conter o surto de uma doença intestinal, a ciclosporíase, que pode se tornar um dos maiores dos Estados Unidos nos últimos anos.

A empresa afirmou que tomou a medida com base em informações fornecidas na quinta-feira (16) pela FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA). Também acrescentou que nenhum kit de saladas da Taylot Farms contém alface americana e que nenhuma salada ou kit da marca está associado ao surto.

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Uma fonte do setor, que pediu anonimato por não estar autorizada a falar com a imprensa, disse à Reuters que a Taylor Farms ligou para seus clientes na quinta, incluindo a Yum Brands, dona do Taco Bell, e a distribuidora de alimentos Sysco, para retirar sua alface picada da distribuição.

O alcance do recall da Taylor Farms não está claro. A FDA e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças estão investigando o surto ligado à alface americana picada servida em unidades do Taco Bell em Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental. A doença parasitária pode causar diarreia e outros sintomas gastrointestinais. A FDA não relatou mortes no surto.

A alface potencialmente contaminada, que a FDA informou ser proveniente do México, foi produzida em sacos de 2,2 kg na unidade da Taylor Farms em Guanajuato, disse a fonte. Segundo essa pessoa, a Sysco distribui amplamente esses sacos para hospitais, estádios e redes de fast-food. Leia também: Queijeiros suíços tentam preencher buraco nas vendas causado por tarifas dos EUA

Na quinta, a FDA disse que o Taco Bell descontinuaria o uso de alface de um fornecedor identificado pela agência em sua investigação.

O Taco Bell e a FDA não nomearam a empresa, mas o órgão regulador disse que a investigação identificou apenas um fornecedor de alface americana do México usado por unidades do Taco Bell onde pessoas comeram antes de adoecer.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos, que supervisiona a FDA, não respondeu aos pedidos de comentário. Yum e Sysco não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

As instalações de cultivo e processamento da Taylor Farms no México foram a origem de outro grande surto de ciclosporíase nos EUA em 2013. Na época, mais de 600 pessoas ficaram doentes em 25 estados, segundo o CDC. A origem da crise foi rastreada até uma mistura de salada da Taylor Farms de Guanajuato.

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"O surto recente provavelmente afetará o crescimento de vendas nas mesmas lojas [do Taco Bell] no curto prazo", disse Ari Felhandler, analista da Morningstar, acrescentando que alguns consumidores optariam por comer em concorrentes fora dos holofotes do incidente para mitigar o risco percebido, mesmo quando precauções prudentes estão em vigor.

As ações da Yum caíram 2,75% nesta sexta e acumularam queda semanal de 9,55%, a maior desde março de 2020. Leia também: Economia: Panorama Semanal Destaca Superávit, Etanol e Mercado Global

Um homem de Ohio entrou com uma ação judicial alegando que foi hospitalizado com ciclosporíase após comer em um Taco Bell em Youngstown, e está buscando indenização do Taco Bell, da operadora de franquia Charter Foods e do fornecedor Taylor Farms.

A FDA disse que está trabalhando com o fornecedor para determinar se a alface americana picada potencialmente contaminada permanece no mercado, e iniciou a coleta de amostras de produtos para testes e análises.

Autoridades de saúde de Michigan, estado mais afetado pelo surto, relataram 5.002 casos de ciclosporíase até esta sexta, um aumento de 690 casos em relação ao dia anterior, enquanto investigadores continuam tentando identificar a origem do surto excepcionalmente grande da doença intestinal.

O surto começou em 1º de maio e tem se concentrado em Michigan, mas Ohio e Nova York também registraram um grande número de infecções.

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