Governo vai consultar setores afetados por tarifaço e adota cautela
Ler matéria →Menos de um ano após levantar uma série J de US$ 4 bilhões, a Databricks anunciou uma nova rodada de investimentos que a avalia em US$ 188 bilhões, liderada pela Coatue Management, com participação de novos e velhos parceiros.
Apesar da Databricks não ter revelado o valor do cheque, o Wall Street Journal divulgou que a operação gira em torno de US$ 3 bilhões. Segundo fontes próximas à empresa, os recursos ajudarão a acelerar a estratégia de múltiplas IAs da companhia, com três produtos para ajudar empresa a usar IA em escala sem depender de um único modelo.
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O primeiro é o Unity AI Gateway, camada de governança que ajuda a controlar custos e o uso de múltiplos modelos de IA. O segundo é o Genie, assistente que transforma dados de negócio em respostas e ações. E o terceiro é o Lakebase, banco de dados Postgres serverless construído especificamente para rodar agentes de IA. Leia também: Queijeiros suíços tentam preencher buraco nas vendas causado por tarifas dos EUA
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Além de bancar essas frentes, o cheque também deve financiar aquisições na área de IA e ampliar os investimentos em pesquisa, dizem as fontes.
O racional aparece na fala do fundador e CEO Ali Ghodsi, que descreve uma virada de comportamento no cliente corporativo. “As empresas estão migrando da maximização de tokens para a maximização de valor. Elas não querem gastar tokens caros com o modelo mais avançado em todas as tarefas, e querem obter o melhor resultado por dólar investido. Isso significa ter liberdade para escolher a IA mais adequada para cada trabalho”, afirma.
A tese comercial se apoia em outro conceito apontado pelo CEO, o da “lacuna de contexto”. Segundo ele, boa parte das empresas ainda tropeça em ver a IA gerar ROI porque os dados estão espalhados em sistemas diferentes, desconectados das aplicações e difíceis de governar. É esse buraco que a plataforma da Databricks promete tapar, unindo dados e IA numa infraestrutura preparada para agentes.
Hoje, são mais de 20 mil organizações na base de clientes da Databricks, incluindo nomes como adidas, Bayer, Mastercard e 70% da lista Fortune 500. Com presença no Brasil, a empresa conta com clientes como iFood, Bradesco, Nubank e outros, e tem anunciado investimentos recentes par acelerar no país. Mais de economia
Para bancar esse apetite, a Databricks não tem encontrado dificuldades para se capitalizar, com um ritmo acelerado de valorização. No fim de 2024, após a Série J de US$ 10 bilhões, a Databricks valia US$ 62 bilhões. Em dezembro passado, captou cerca de US$ 5 bilhões a um valuation de US$ 134 bilhões.
Agora, chega aos US$ 188 bilhões, e os fundamentos ajudam a explicar o apetite: a companhia opera com receita anualizada de US$ 5,4 bilhões, crescendo mais de 50% ao ano, e fluxo de caixa positivo. Leia também: Ministro da Educação da Índia renuncia após ‘Revolta das Baratas’
Com o tamanho adquirido, a Databricks já entrou no “clube” de candidatas a um IPO, mas segundo o CEO, não há pressa em ir à Bolsa de Valores. Em junho, ele disse à Bloomberg que é melhor esperar o momento certo. “2026 ainda é um ano terrível para abrir capital”, disparou, citando que SpaceX, Anthropic e OpenAI estão encaminhando megaofertas que somam trilhões e devem sugar dinheiro e atenção do investidor.
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Leandro Miguel Souza
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