Flávio Bolsonaro emula o pai e acena para a base em meio a isolamento
Ler matéria →O recesso parlamentar terminou neste sábado (1º), mas deputados e senadores só voltam ao trabalho em Brasília em 10 de agosto, quando está prevista a primeira semana do chamado esforço concentrado antes das eleições de outubro.
Fachada do Congresso Nacional— Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Leia no AINotícia: Flávio Bolsonaro anuncia Tereza Cristina como vice, mas PP declara neutralidade
Em ano de eleição, o Congresso costuma ficar esvaziado, já que os parlamentares se dedicam à campanha eleitoral em suas bases políticas.
Além disso, o período das convenções partidárias, que definem os candidatos e as coligações para o pleito, acabam na próxima quarta-feira (5). Leia também: Flávio Bolsonaro emula o pai e acena para a base em meio a isolamento
Por isso, os parlamentares fecharam um calendário que prevê sessões na Câmara e no Senado em apenas duas semanas até o final das eleições: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. O objetivo é aprovar matérias nas duas casas nesse período.
Agora no g1
Nas últimas eleições, os parlamentares também se afastaram de Brasília, mas as sessões continuaram a ser realizadas.
Câmara
Os deputados costumam definir os projetos que irão a votação em reunião de líderes na semana da sessão.
A intenção do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), é pautar alguns dos projetos remanescentes do primeiro semestre, mas que não causem muita polêmica até o final das eleições. Mais de politica
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos- PB)— Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Parlamentares da bancada feminina farão uma nova rodada de conversas e pedirão que seja colocado em votação o projeto que criminaliza a misoginia. Leia também: A luta do advogado Heleno Fragoso na ditadura
O texto sofre com resistências de parlamentares da direita, que veem a possibilidade de criminalização de textos bíblicos.
Já a proposta que aumenta o limite anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) deve ser votada na segunda semana de esforço concentrado, no final de agosto e início de setembro.
O relator, deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) disse que a equipe econômica ainda está finalizando os estudos sobre o impacto da atualização de toda tabela do simples no orçamento.
“Tem um impasse ainda do Simples. Não está pacificado ainda. A equipe econômica está conversando. Não avançamos ainda. Há uma empatia da equipe econômica, mas eles precisam finalizar os estudos. Não tem clima de atualizar o MEI e não colocar todo o Simples”, disse.
O deputado Aliel Machado (PV-PR), relator do texto que cria regras de concorrência econômica para grandes plataformas de tecnologia, disse que falará com Motta na próxima semana para saber sobre a viabilidade de se pautar a proposta.
Senado
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