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Ler matéria →Flávio Bolsonaro sobre veto à carne: ‘ Problema do Lula que vou resolver’ Comissão Europeia confirma restrição à carne brasileira e aponta insuficiência das garantias apresentadas pelo país sobre uso de medicamentos na produção animal SIGAO senador Flávio Bolsonaro (PL) considerou o veto da Europa à carne brasileira
“mais um problema do Lula que terá de resolver no ano que vem”. Em publicação nas redes sociais, o “filho 01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda garantiu que, caso ele seja eleito, “o Brasil e o agro voltarão a ser respeitados”. Flávio é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de outubro e tem como principal rival o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que mira a reeleição.
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Pelo visto, mais um problema do lula que vou ter que resolver ano que vem.— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) June 7, 2026 O Brasil e o Agro voltarão a ser respeitados! Leia também: Eleições no Peru: Roberto Sánchez vira sobre Keiko Fujimori com 93% das urnas
pic.twitter.com/D31sE5T7N3 Na última sexta-feira (5/6), a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, publicou um documento que confirmou o veto à importação de carne bovina, carne de frango e outros produtos de origem animal do Brasil. Com a medida, a União Europeia retirou o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as exigências europeias sobre o uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal.
No Brasil, os medicamentos são usados para prevenir e tratar infecções em animais, mas a legislação europeia proíbe a utilização de determinadas substâncias para acelerar o crescimento de rebanhos ou aumentar a produtividade. Leia Mais O veto foi anunciado em 12 de maio e a comissão estabeleceu um prazo para que o Brasil adotasse as medidas previstas, mas informou que não havia recebido informações que garantissem que o Brasil tivesse adotado as medidas, que teriam de ser cumpridas até 3 de setembro.
A decisão, porém, não levou em conta que não haviam sido identificados casos de carne contaminada ou surto sanitário. A decisão mantém o Brasil como o único país excluído da lista de nações autorizadas a exportar produtos de origem animal ao bloco por não atender às exigências de comprovação sanitária. Em contrapartida, outros países conseguiram manter o acesso ao mercado europeu após apresentarem a documentação requerida.
- TCU arquiva pedido de Flávio Bolsonaro para investigar ex-nora de Lula- Flávio reage após senador do Novo sugerir que ele fez acordo por rachadinha No texto, a CE cita Armênia, Índia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Sérvia, Tanzânia, Tunísia, Uganda e Uzbequistão como exemplos de países que enviaram as garantias solicitadas e tiveram seus processos aprovados. Outro ponto observado é que os demais integrantes do Mercosul permaneceram habilitados para exportar ao mercado europeu. Mais de noticia
Argentina, Paraguai e Uruguai continuam autorizados a comercializar produtos de origem animal com a União Europeia, cenário que enfraquece a avaliação de que a medida estaria relacionada ao acordo comercial firmado entre os dois blocos. Legislação europeia As regras da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos foram aprovadas em 2019 e passaram a exigir que países exportadores comprovassem formalmente a adequação às novas normas sanitárias. Leia também: Irã culpa EUA ; Trump pede fim imediato de confrontos
Em abril deste ano, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria restringindo parte dos medicamentos questionados pelos europeus. Apesar disso, a Comissão Europeia entendeu que as informações apresentadas pelo Brasil ainda não atendem aos critérios exigidos. Atualmente, o Brasil exporta para a Europa produtos como carne bovina, carne de frango, pescado, embutidos, cavalos vivos e mel.
Representantes do setor estimam que a restrição possa provocar perdas próximas de US$ 2 bilhões anuais nas exportações brasileiras. Siga nosso canal no WhatsApp e relevantes para o seu dia Tratativas
Em nota enviada ao Estado de Minas, o Ministério das Relações Exteriores declarou que “há diálogos em curso” com a Comissão Europeia. No entanto, informou que não esclarece questões sobre as tratativas em andamento, de forma a manter a boa condução da negociação.
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