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Flávio Bolsonaro reage após ameaça de novas tarifas do governo Trump: 'Pedi

Crédito, Reprodução/Instagram/@FlavioBolsonaro Legenda da foto, Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca na terça-feira (27/5) Article Information Author

Flávio Bolsonaro reage após ameaça de novas tarifas do governo Trump: 'Pedi
O senador brasileiro Flávio Bolsonaro em pé ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sentado atrás da mesa do Salão Oval, na Casa Branca. Ao fundo aparecem bandeiras americanas, símbolos militares e janelas do escritório presidencial.

Crédito, Reprodução/Instagram/@FlavioBolsonaro

Legenda da foto, Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca na terça-feira (27/5)
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    • Author, BBC News Brasil em Londres
  • Published Há 1 hora
  • Tempo de leitura: 3 min

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais na manhã desta terça-feira (02/06) que é contra a imposição de novas tarifas para compra de produtos importados que os Estados Unidos planejam adotar contra o Brasil.

Leia no AINotícia: Panorama Internacional: PIX na mira dos EUA e conflito no Líbano

"Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. Tarifa não é solução. Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação, não com bravatas, como faz Lula", disse Flávio.

A declaração surgiu após a gestão do republicano concluir, na segunda-feira (01/06), uma grande investigação comercial contra o Brasil segundo a qual certas práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos". Leia também: Por que PIX incomoda tanto o governo Trump?

O documento propõe tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros. Essas medidas, no entanto, ainda não foram definidas e serão discutidas ao longo das próximas semanas.

As práticas condenadas por Trump são relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

O governo americano agora recebe consultas do público até o dia 1º de julho sobre as medidas para que, no dia 6 do mesmo mês, haja uma audiência pública.

O representante-geral de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse que teve "reuniões construtivas" que "se intensificaram nas últimas semanas" com os presidentes Lula e Trump e que espera dar continuidade a esse diálogo com o governo brasileiro até 15 de julho, antes de adotar qualquer medida.

"No entanto, continuamos enfrentando divergências significativas na resolução das questões identificadas nesta investigação", disse Greer, em nota. Mais de mundo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aperta a mão do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante um encontro na Casa Branca. Ambos sorriem para a câmera em um ambiente interno, com quadros dourados e outras pessoas desfocadas ao fundo.

Crédito, Ricardo Stuckert/Divulgação

Legenda da foto, O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington

Investigações comerciais e organizações terroristas

Em julho do ano passado, o governo americano abriu essa investigação comercial com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um instrumento legal que permite a Washington apurar práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos americanos.

O procedimento, conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), pode resultar em medidas de retaliação, como a imposição de tarifas adicionais sobre exportações brasileiras.

Na prática, segundo analistas ouvidos pela reportagem, isso abre uma série de brechas para intervenções dos Estados Unidos no Brasil — não apenas militares, o que os especialistas consideram improvável, mas financeiras, que são vistas com preocupação por parte da administração petista.

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