'Taxa das blusinhas': encomendas internacionais disparam após fim da cobrança
Ler matéria →Senador Flávio Bolsonaro vai disputar sua primeira eleição presidencial— Foto: Vittor Sales
Flávio Nantes Bolsonaro tem 45 anos, é advogado e empresário e dedicou mais da metade de seu tempo de vida à política. Elegeu-se pela primeira vez aos 21, como deputado estadual no Rio de Janeiro.
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Neste sábado (25), foi confirmado como candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL), durante convenção em São Paulo.
Nascido em, em Resende, no Rio de Janeiro, é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro com a publicitária Rogéria Nantes. A posição de primogênito lhe rendeu o apelido de "01", inspirado na tradição militar.
O senador já contou em entrevistas que o codinome foi adotado pelo pai como uma forma prática de identificar os filhos. À época, Jair era pai de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro. Mais tarde, teve outros dois filhos, em casamentos diferentes: Renan e Laura. A única menina é filha de Michelle Bolsonaro. Leia também: DC lança 166 nomes em SP e adia escolha para governo estadual
Flávio e os irmãos Carlos e Eduardo cresceram em um condomínio na Vila Isabel, zona norte do Rio. Tiveram uma vida de classe média, estudaram em escolas particulares e costumavam surfar na praia da Barra da Tijuca, uma das preferidas de Flávio. Nenhum seguiu os passos do pai na carreira militar.
Flávio foi eleito pela primeira vez em 2002, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Àquela altura, Jair Bolsonaro já acumulava mais de uma década como deputado federal.
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O senador já afirmou em entrevistas que, na juventude, não pretendia seguir carreira na política. Vinte e quatro anos depois de estrear na vida pública, no entanto, tenta repetir a trajetória do pai ao disputar a Presidência da República.
O parlamentar confirma sua candidatura presidencial sem o apoio formal de partidos que foram aliados no governo do pai. A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, indicou até o momento que permanecerá neutra na disputa e não fará aliança com o PL. Mais de politica
A principal aposta da campanha agora é fechar um acordo com o Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
A dificuldade para ampliar a coalizão remete à campanha de Jair Bolsonaro em 2018, quando o então candidato do PSL também disputou a Presidência sem o respaldo de legendas mais tradicionais. A diferença é que, desta vez, o apoio dessas siglas era tratado pelo entorno de Flávio como estratégico para fortalecer sua candidatura. Leia também: 'Taxa das blusinhas': encomendas internacionais disparam após fim da cobrança
Na convenção do PSL, Bolsonaro disse que o Centrão era "o que há de pior no Brasil". Foi eleito com um discurso antipolítica. Anos depois, Bolsonaro contou com a parceria das principais figuras desse espectro político para garantir governabilidade. Entre elas, o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e ex-ministro da Casa Civil.
Candidato escolhido pelo pai
Flávio anunciou a pré-candidatura em dezembro de 2025, após visitar o pai na prisão. A decisão foi articulada pelo próprio senador, pelo ex-presidente e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos. Nos bastidores, a escolha enfrentou resistência entre lideranças de outros partidos da direita, que viam em Tarcísio de Freitas uma opção mais competitiva para enfrentar o presidente Lula (PT).
Após anunciar que seria candidato, apresentou-se como uma versão moderada do pai. "Sempre pediram um Bolsonaro mais moderado. Eu sempre fui assim, eu sou esse Bolsonaro mais moderado, equilibrado, centrado", afirmou a empresários em dezembro.
Nas últimas semanas, porém, endureceu o discurso nas críticas ao STF, após ser proibido de visitar o pai por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes.
Na última semana, em reunião com diplomatas em Brasília, Flávio repetiu informações falsas sobre as urnas eletrônicas, já desmentidas pelo TSE.
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